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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O CAMINHO DO UNIVERSO- O INÍCIO

 
*Algum tempo atrás, eu prometi para a pessoa mais especial da minha vida que iria contar de uma forma poética a história de um universo que caminha em busca de sua musa inspiradora. De fato, tais palavras não poderiam ser proferidas sem a devida inspiração, e também de fato, ela no meu íntimo é a perfeita musa inspiradora. Então, gostaria de dedicar este texto poético a ela colocando a primeira parte.

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O caminho do universo – O início

Diriam os deuses que se o universo pudesse escolher, escolheria todo o caminho em pétalas de rosa. Seria a grama de um verde que lembrasse os olhos delas, e o azul do céu tudo que habita no oceano dos seus olhos.

Mas, em um mar de possibilidades só haveria uma de caminhar. E o caminho não seria o mais tênue e leve, seria movido pela paixão, desejo e amor de estar presente na presença dela, ser redundante o suficiente para amá-la o dobro, corajoso o suficiente para entregar bilhões de anos de sua existência em busca dela, a sua musa inspiradora, e paciente o suficiente para começar tudo de novo.

Então! Deixou-se levar pelo fio que habita a eternidade, pelo horizonte que puxa toda a existência e digno de sentir todo o absoluto.

Sua respiração inicial era intensa, explosiva e silenciosa, um equívoco a razão, um paradoxo para a linguagem e uma ausência de tempo e espaço. Era ali, naquele ponto disforme, sobre olhares sobrenaturais que o universo dava o seu primeiro movimento, não haveria choro, ou qualquer tipo de dor, apenas o sentimento de viajante, aventureiro, capitão, senhor dos mares, dominador de leões.

E quem poderia acalmar todo seu esplendor? Era luz, pura luz, e um determinado e singular amor, e assim seria por um instante, um breve instante de todo o tempo, uma singularidade e tudo aquilo que a ciência não pode enxergar.

Sentia-se conectado, adjacente, emaranhado. Todos os lugares no mesmo lugar, todos os sentimentos em um só, e tudo de sua desejada em si. Pura sintonia em sinfonia. Tudo que seria era tudo o que era naquele exato momento, todo o movimento que precede a busca pelo fim. Toda conjuntura existencial que se definia na figura de sua amada. De todas as ruas, de todas as brechas, aberturas, portas, caminhos, rachas ou fendas, seria aquele que escolherá: amá-la incondicionalmente e de uma forma intrinsecamente imprevisível.

O que traria com a imprevisibilidade seria tudo que está no âmago do seu ser, na falta de palavras, beija-flor na orla marítima, o toque do sol sobre o horizonte, desde a dança fúnebre de uma estrela que engole seus conterrâneos em um ato de abraço, até mesmo aquilo que tudo engoli em um ato infinito e enigmático, se era pesadelo dos deuses, tomou a permissão dos mesmos; se era um ralo cósmico primordial desejava estar lado a lado de sua amada em um momento que lacerava do tempo que habitava em si toda a duração. Queria intenso, e quem não quer? Queria absoluto, e quem não almeja? E queria de uma vez por todas todo o amor que rasga a alma.

Seria abraço, o aperto no coração. Seria o que precede o gozo, o puro orgasmo. Seria a flor desabrochando, à distância diminuindo, a ponte que conecta. Seria de uma vez por todas, dimensão, extensão, tempo, espaço. Caminho.

Naquele momento diriam os deuses mais uma vez que seu primeiro passo era a soma de toda a sua presunção, era o conjunto ordenado, o relojoeiro. O primeiro passo era o simples passo que dava início a uma longa caminhada. O simples passo que possibilita o fim, a busca pela finalidade, o risco, a ousadia de mais uma vez estar de mãos dadas com ela, à praia sobre o sol bronzeante, o cristo redentor, a lembrança de Zeus, a desejada Grécia.

Autor: Jonathas Pereira Souza 

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