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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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sábado, 26 de novembro de 2016

MORREU FIDEL CASTRO

MORREU FIDEL CASTRO

Morreu Fidel Castro aos 90 anos. A última grande figura do comunismo ocidental. O seu irmão, Raul Castro, deu a notícia pela televisão cubana ontem à noite.


Fidel Castro, o líder da Revolução Cubana que morreu na sexta-feira, aos 90 anos, foi um dos homens mais carismáticos e controversos da História política do século XX e era a última grande figura do comunismo ocidental.

"O último revolucionário" e o homem que "desafiou" dez Presidentes dos Estados Unidos, como escrevem o El Pais e o The New York Times, liderou Cuba durante 47 anos, até passar o poder ao irmão mais novo, Raul Castro, em 2006, mas o "pai da revolução cubana" continuou a exercer influência e a marcar a identidade coletiva do país.

Fidel Castro nasceu a 13 de agosto de 1926, em Birán, uma pequena localidade do município cubano de Mayari, no seio de uma família de origens galegas. Apenas aos 17 anos foi reconhecido pelo pai e registado com o nome definitivo: Fidel Alejandro Castro Ruz. 


Frequentou escolas de jesuítas e, depois, a Universidade de Direito de Havana, onde começou a participar em ações de agitação.

Teve dois filhos, um com a mulher com quem casou em 1948 e Alina, fruto de um caso extraconjugal, que só aos 10 anos soube ser filha de Fidel e se exilou nos EUA.

Após um longo e conturbado período como opositor do regime de Fulgêncio Batista (um aliado dos Estados Unidos), o guerrilheiro Fidel Castro e o seu companheiro de luta Che Guevara chegaram a 01 de janeiro de 1959 a Havana e a Revolução Cubana fazia a sua entrada na História.

Em 1961, declarou Cuba um Estado socialista e os EUA cortaram relações diplomáticas com Havana, que se prolongaram até 2015. Em março deste ano, Barack Obama tornou-se no primeiro Presidente norte-americano em funções a visitar a Cuba em 88 anos.

No entanto, dura até hoje o embargo económico dos EUA a Cuba, iniciado também em 1961. 

Fidel resistiu à oposição de dez presidentes norte-americanos (Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho), numa relação com os EUA que transportou a Guerra Fria para o continente americano.

Desde o triunfo da revolução, Cuba manteve relações estreitas com o bloco socialista europeu. Até à queda da União Soviética, em 1991, recebeu ajuda económica e militar do país, mas o fim do bloco comunista fez Cuba mergulhar numa crise económica.

Fidel chegou ao poder apoiado pela maioria dos cubanos, prometendo reinstaurar a Constituição de 1940, criar uma administração honesta, restabelecer liberdades civis e políticas e realizar reformas moderadas. 

Mas recebeu acusações da comunidade internacional de autoritarismo, radicalismo e violação aos direitos humanos, além de perseguição a religiosos e homossexuais. 

Milhares de cubanos deixaram o país, de maneira legal ou ilegal, por não estarem de acordo com o governo ou por causa da situação económica. 


A 31 de julho de 2006, Fidel Castro afastou-se devido a problemas de saúde e delegou o poder em Raul Castro, que começou um processo de abertura e de reformas no país, reconhecido em 2009 pela União Europeia, que levantou nesse ano as sanções a Havana.

"Desejo só combater como um soldado das ideias. Continuarei a escrever (...). Será mais uma arma do arsenal com que se poderá contar", escreveu Fidel no dia em que renunciou. 

Durante a última década, fez poucas aparições públicas, foi dado como morto várias vezes na Internet e nas redes sociais e manteve um contacto regular com o mundo através dos seus artigos.

Também era um anfitrião para Presidentes e outras personalidades que visitavam a ilha caribenha, como aconteceu no mês passado com o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que foi recebido por Fidel quando visitou Cuba.

Os mais assíduos foram os aliados bolivarianos, os Presidentes da Bolívia e da Venezuela, Evo Morales e Nicolas Maduro (e o seu antecessor Hugo Chávez) respetivamente, mas também recebeu o papa Francisco em setembro de 2015, o chefe de Estado francês François Hollande quatro meses antes e o patriarca ortodoxo russo Kiril em fevereiro deste ano.

Num país em crise económica e desafiado pelas consequências da normalização das relações com os Estados Unidos, a figura e as palavras de Fidel Castro continuavam a ter eco na política e na sociedade cubanas, sendo ainda uma inspiração para os que querem manter uma ortodoxia revolucionária face à crescente pressão para uma maior abertura política e económica.


"Reiteramos o compromisso de permanecermos fiéis às ideias pelas quais [Fidel Castro] lutou ao longo da sua vida", afirmou este ano o "número dois" do Partido Comunista Cubano (PCC).

Foi a 13 de agosto, quando fez 90 anos, que apareceu pela última vez publicamente.

Meses antes, em abril, no VII Congresso do Partido Comunista de Cuba, fez um discurso que soou a despedida.

"Talvez esta seja a última vez que falo nesta sala. Em breve cumprirei 90 anos, não em resultado de nenhum esforço mas por capricho do destino. Sou como todos os demais: também chegará a minha hora", disse.

"A todos chegará a sua vez, mas as ideias dos comunistas cubanos permanecerão como prova de que neste planeta, se trabalharmos com fervor e dignidade, podemos produzir os bens materiais e culturais que os seres humanos precisam e devemos lutar incansavelmente para obtê-lo", defendeu.

Com Lusa


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

SOFRE AVC - AUSÊNCIA DE VERGONHA NA CARA

http://jornaldelfos.blogspot.com.br/2016/11/2012-e-as-ylusoes-de-1-profecia-sofre.html
SOFRE AVC - AUSÊNCIA DE VERGONHA NA CARA
http://www.casseta.com.br/madureira/2016/11/18/garotinho-sofre-um-avc/ 


ROMERO JUCÁ É OFICIALIZADO NO DIÁRIO OFICIAL LÍDER DO GOVERNO NO CONGRESSO




ROMERO JUCÁ É OFICIALIZADO NO DIÁRIO OFICIAL LÍDER DO GOVERNO NO CONGRESSO



O novo líder do governo no Congresso Nacional, Romero Jucá, em discurso na tribuna do Senado (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

Ex-ministro do Planejamento de Michel Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi oficializado nesta quinta-feira (17) no posto de líder do governo no Congresso Nacional. A nomeação foi publicada na edição desta quinta do "Diário Oficial da União". 

Atual presidente nacional do PMDB, Jucá vai suceder a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) na liderança do governo no Congresso. Para assumir o novo cargo, ele chegou, inclusive, a abandonar a relatoria do projeto que atualiza a legislação sobre casos de abuso de autoridade, uma prioridade do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O peemedebista já ocupou o mesmo cargo nos governos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em maio, no início do governo interino de Temer, Jucá foi nomeado ministro do Planejamento, mas ficou no cargo apenas 12 dias. Ele foi pressionado a pedir demissão por causa de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Na gravação, Jucá aparece sugerindo uma reação política à Lava Jato: “Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. Tem que ser política. Advogado não encontra solução pra isso não. Se a solução é política, como é política? Tem que resolver essa ***. Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, ressaltou o senador do PMDB em uma das conversas gravadas por Machado.

O novo líder do governo no Congresso é alvo de sete inquéritos no Supremo Tribunal Federal(STF), sendo dois da Operação Lava Jato. O Planalto, entretanto, alega que Jucá e outros aliados com problemas na Justiça não são condenados.

Mesmo depois de ter deixado a Esplanada dos Ministérios, Jucá continuou ajudando o governo na articulação política. Com a nomeação do senador peemedebista para a liderança do governo, Temer sinaliza que está afastada a possibilidade do retorno de Jucá a um ministério.

O cargo de líder do governo dá a Jucá o status de interlocutor do presidente da República para encaminhar projetos, negociações e votações de interesse do governo.

Em entrevista a jornalistas no Senado, Jucá comentou sobre a volta à liderança do governo no Congresso, função que já havia exercido nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. O parlamentar disse que vai atuar para aprovar, no Legislativo, “todas as medidas que possam restabelecer o fortalecimento da economia”.

“Eu aceitei e vou trabalhar com minha experiência, com minha condição, no sentido de nas duas Casas e no Congresso poder aprovar todas as medidas que possam restabelecer o fortalecimento da economia, a segurança jurídica, a melhoria enfim das condições da vida no Brasil”, declarou o peemedebista.

Além da proposta que estabelece um teto para os gastos públicos, o governo federal tem interesse em realizar duas reformas que são bastante controversas: a da Previdência Social e a trabalhista. Caberá a Jucá, ao lado de outras lideranças do governo no Legislativo, articular com deputados e senadores a aprovação dessas medidas.

O peemedebista disse ainda que “havia uma linha do governo” a qual queria que ele voltasse a ser ministro do Planejamento, cargo que deixou após as denúncias de obstrução à Lava Jato. Jucá afirmou que, à época, deixou a função para não atrapalhar o governo e declarou que aguarda respostas do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal sobre se cometeu alguma irregularidade contra as investigações.

“Eu pedi pra sair do Ministério do Planejamento, exatamente porque o governo estava iniciando e eu não queria colocar no governo qualquer tipo de discussão que o atrapalhasse. Perguntei ao Ministério Público e ao Supremo se havia algum tipo de irregularidade ou de obstaculação da Lava Jato da minha parte. Até hoje isso não foi respondido, mas nós continuamos cobrando e eu tenho paciência pra aguardar resposta”, expôs Jucá.