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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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sábado, 2 de julho de 2011

ALMA: O AVATAR DA REPRESSÃO





1: Hinduísmo

Para quem não conhece o termo, avatar significa no hinduísmo o regresso de uma divindade à Terra sob outra forma para erradicar o mal que viria com demônios, monstros, gigantes e deuses ruins contra quem lutaria.

Assim, o avatar surgia sob forma humana e só quando adulto usaria seus poderes ao extremo. Caso morresse em batalha sob forma divina o deus realizava a redenção, ou nirnava, para nunca mais retornar.

Caso o deus morresse em forma humana retornaria em alguns séculos como outro avatar. Geralmente o avatar era a deusa Vishnu.

2: Budismo

O hisduísmo deu origem ao budismo, para o qual um sujeito de nome Sidarta Galtama, como um dos avatares de Vishnu, alcançara o nirvana sob a forma humana, o que faz com que chamem o budismo de uma religião atéia.

Talvez, por isso, achem que o movimento ateísta advenha do budismo.

3: Mitologia Egípcia

Na religião do Egito, cunhada por Amenóphis IV, os deuses Osíris e Anúbis julgavam as almas dos os mortos antes de elas desaparecerem para sempre.

Apenas a alma do faraó era imortal, por que este vivo era o deus sol Hórus e, morto, o deus sol Osíris. Pai e filho dividindo os corpos dos mesmos faraós, que eram apenas avatares desses dois deuses.

Daí, mais tarde, no cristianismo, a confusão de pai e filho serem o mesmo e terem, assim, poderes iguais, embora que o filho ainda obedeça ao pai.

4: Mitologia Grega

Na religião da Grécia os deuses não tinham avatares, em vez disso, eles lutavam em pessoa contra gigantes e quimeras, assim como os deuses nórdicos, quando não o faziam eram seus filhos os semi-deuses em seu lugar.

De destaque temos Dioniso, Aquiles e Hércules. O primeiro virou deus ao ser parido da coxa de Zeus, o segundo vira deus quando morto por Páris com uma flechada no calcanhar direito, e o terceiro também é aceito no Olimpo ao mergulhar no rio Queronte para salvar sua amada Megára sequestrada por Hades.

A própria alma, então, é uma evolução da idéia de avatar. Se um deus tem avatar eu também tenho um avatar de mim mesmo chamado alma, através do qual gozarei infinitamente do Eleusis ou sofrerei no rio Queronte ou no Tártaro.

Nenhum outro sentido há na alma que a imortalidade, para suprir o terror que a morte nos causa, sendo, desse modo, pura negação e, ao mesmo tempo, a criação de outro temor para repressão popular, seja esse expressa pelo Xeol, Hades, Inferé, de fenícios, gregos ou etruscos, ou pela recriação do Inferno por Dante, que o cristianismo tanto imitou.

5 Armagedon e A Grande Ragnarok

Na religião judaico-islamico-cristã o messias, sendo ou não Cristo, ou ainda no advento, surgirá como avatar de Deus, Alá, Jeová ou Iavé no dia do Juízo Final, que para os povos chamados celtas ou Keltoy, há mais de 3 mil anos, criou como A Grande Ragnarok: o dia em que os gigantes e as almas do Hell lutariam contra os deuses e as almas do Valhala.

Destaque para Thor, Loki e Sigurd. O primeiro morre ao matar a serpente gigante Leviatã, o segundo é o deus traidor que controla o fogo ,e o terceiro é o guerreiro deus que serviu de inspiração para que Constantino criasse Jorge de Anicie quando tornou o cristianismo a religião oficial de Roma.

Na Grécia Thor vira Éracles ou Hércules, Loki, Hades, que para o cristianismo dá no mesmo que Lúcifer (provavelmente vindo de Luci Inferé, Luz Inferior, o que dá Lucínfere e depois, Lúcifer); Sigurd, Aquiles e Odin, Dion, Júpiter ou Zeus (Théo, Dia e Deus)

O Leviatã vira a  hidra. No cristianismo a serpente do Éden, pegando também a personagem Lilithe, que também pode ter inspirado a personagem pitonisa no oráculo de Delfos (Apolo). E antes, no hisduísmo, a serpente de 12 cabeças derrotada por Krishna (de onde pode ter vindo o nome Cristo).

6: Valkírias, as musas dos homens-bomba

Para os celtas, valkírias eram as deusas virgens, belas guerreiras, filhas de Odin, que os gregos transformaram em amazonas, musas, ninfas e nereides.

Os muçulmanos as multiplicaram. Fizeram das 7 na religião celta para 7 para cada homem-bomba, e, por isso, eles se matam, na doce ilusão de um Céu-Valhala islâmico, pregado pelo espertalhão Muhamad ou Maomé.

Vemos aí mais claramente a alma como símbolo de repressão.

Parece correto para você matar-se por uma ilusão a fim de sustentar a ganância de sacerdotes e profetas milenares suprida com sangue de guerras vãs criadas por ideologias místicas idiotas?

Não seja um avatar da ignorância, intolerância e destruição. Pense, alma não existe.

ATEU POETA