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AROLDO FILHO

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Governo do Rio de Janeiro: Transporte e o descaso com a população


Texto: Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

  Uma tragédia anunciada: Bonde descarrila e mata 5 pessoas, agora 6 que faleceu na data de hoje. Esse acidente que houve em Santa Tereza, é apenas mais uma de tantos que acontecem dentro do Estado do Rio de Janeiro. Só que infelizmente agora teve óbitos.

     Qualquer que seja o motivo apontado pela perícia, é certo que o Estado do Rio de Janeiro, na pessoa de seu Governador Sérgio Cabral e, principalmente, na pessoa do Secretário de Transportes Júlio Lopes, omite-se de forma vil e dolosa há anos, tratando o sistema de bondes de Santa Teresa com descaso.

     Mais do que o abandono de um bem tombado, que, quando convém, tem a imagem utilizada para ilustrar interesses politiqueiros de divulgação da cidade, estamos diante de uma situação criminosa, na medida em que pessoas morrem ou sofrem lesões corporais de natureza grave, que certamente poderiam ser evitadas se o Governador e o Secretário cumprissem a decisão judicial que, há mais de 2 (dois) anos ordenou a recuperação integral do sistema de bondes, com a devolução dos 14 bondes tradicionais em perfeitas condições de operação.

  Mas os bondes são apenas, mas uma de muitas do governo Sergio Cabral, pois a população sofre diariamente com o descaso também nos trens, barcas e metrôs, que a cada dia, não se sabe se chegarão no horário em suas residências ou casas ou até mesmo não se sabe se chegará com vida.

  Primeiramente sempre digo contra essa quantidade exagerada de carros nas ruas, mas eles são o reflexo do descaso de décadas para com o transporte na Cidade Maravilhosa. Foco no Rio porque faz parte do meu cotidiano, mas é nítido que São Paulo e muitas capitais brasileiras sofrem do mesmo mal. Alguém acha mesmo que o sujeito prefere ficar duas horas no engarrafamento se tivesse um metrô abrangente, pontual e de boa qualidade? Ou se pudesse usar um trem limpo, pontual onde não levasse chibatadas de seguranças?

   Nos trens, o governo deu uma concessão de 20 anos a uma empresa privada, mas nada mudou desde aquela época onde havia surfistas de trem. Maioria das frotas dos trens são antigos, e muitos quase não tem reparo nenhum há tempos.

   Lembro em 2009, com a greve dos rodoviários, começamos a perceber o descaso com a população, onde os trens estavam superlotados, pois com a greve, a frota de trens eram bem menor, mas lembro  dos seguranças agredindo os passageiros como fossem apenas um gado, uma gentinha.


   Quando parece que é tudo mais problemas aparecem, em 2011, nos trens começaram aparecer problemas em cima de problemas, onde os trens da linha como Japeri e Saracuruna, que na parte da manhã, é superlotado, começaram a aparecer panes e paravam dentro dos trilhos no caminho de uma estação para outra e com isso, a nossa população, que sofre, desce do trens e vai andando nos trilhos para chegar na estação.

  Sem falar dos problemas em trens velhos, tiveram o disparato mais com a população, quando teve o show do Paul McCartney, com trens extras diretos para o Engenhão, todos de 8 vagões, com ar condicionado e de 20 e 20 minutos, sendo, um serviço especial para quem não anda de trem.

   Agora vem a grande questão, se foi possível fazer um "esquema especial" para atender a população para um show que acontece uma vez na vida, por que não manter o "esquema especial" para atender diariamente a população?

Isso demonstra que a solução existe, falta só a boa vontade.

  Adaptando a frase de Pero Vaz de Caminha: “Aqui é uma terra que, quando se quer, tudo é possível.”

  Apesar de atender muito mal o Povo do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral renovou o contrato de concessão da Supervia que, por curiosidade, é cliente do escritório de advocacia de sua ex-esposa, Srª. Drª. Adriana Ancelmo Cabral.

  Agora o governo anunciou a vinda de novos trens e que até o fim de 2012, eu acho, todos os trens serão com ar condicionado e os trens velhos, aquele que a população anda diariamente serão todos trocados. Agora é esperar e crer para ver.

  Rio de Janeiro. Copa em 2014, olimpíadas em 2016, novas obras para o transporte, mas apenas um bairro se beneficiará com isso. A Barra da Tijuca, mas será mesmo.

   Só quem anda de Metrô sabe. O governo está investindo em uma nova linha, onde liga de Ipanema até a Barra, com passagens na Gávea, por exemplo, mas enquanto o governo cria-se novas linhas, as outras passam com os mesmos problemas.

  Com metrôs superlotados, a população vive o seu dia-dia. Trens pequenos, sem ar condicionado e só aumentado o numero de passageiros, mas nada muda apenas a passagem.

  No Rio de Janeiro, o metro tem duas linhas, onde liga de Pavuna até Ipanema, em uma linha, vai de Ipanema até a Praça Seans Penã e outra ia de Estácio até Pavuna, mas devido aos problemas e o numero de pessoas, resolveram criaruma nova estação e ampliar a linha, onde ligaria de Pavuna até Botafogo, mas isso resolveu? Não.

  O problema do metrô é a lotação, onde eles não conseguem resolver, a cada dia, a população sofre, tem no seu dia-dia a dificuldade em entrar em um dos vagões do trem, e todo dia vai dentro dele sem poder se mover, podendo gerar muitos problemas de saúde para eles, mas o metro há anos, pelo menos vejo investimentos para resolver essa solução, pois mesmo criando novos horários, novas estações, não adianta se não aumentar os trens, as plataformas, talvez assim poderia ter uma solução.

  Mesmo com o descaso, a empresa que controla o metro, em toda sua história, nunca havia sofrido multa por esses descasos, sendo que levou a primeira multa esse ano, depois de mais ou menos 20 anos.

  Este problema é frequente também em São Paulo, que devido aos horários de pico, encontramos a superlotação, mesmo com o metrô funcionando em sua mais alta precisão, ainda não é suficiente em algumas estações como a Sé no sentido Itaquera! O que quero dizer é que, não importa a capital que seja descrita, todas elas possuem problemas referentes aos transportes! O que falta como já descrito no texto, é a vontade política de se resolver esta questão! Não podemos nos esquecer que, incrivelmente, mesmo com condições sub humanas de se utilizar o transporte público, no inicio do ano, tivemos aumentos referente a utilização do serviço, oq ue nos deixa aidan mais indignados com o que vivemos diariamente! O que nos resta é continuar a cobrar ações que tragam soluções permanentes aos cidadãos que passam suas manhãs e tardes em situações estressantes e cansativas, de pé em trens, metro eônibus, até mesmo preso em engarrafamentos! Merecemos respeito e lutaremos por ele!

  Todos os engenheiros de tráfego e especialistas em trânsito são unânimes: o metrô, para ser eficiente, tem de ter, no máximo, um intervalo de 2,30 minutos. O resultado deste hiato de mais de 5 minutos todo mundo conhece. Vagões cheios a qualquer hora do dia, independentemente dos horários de pico, momentos em que os vagões, aí, ficam abarrotados. E, ironicamente, o Metrô do Rio conseguiu piorar depois de privatizado. Nos anos 80, os intervalos eram abaixo de 2,30 minutos. Hoje, o intervalo mais que dobrou. Só que a população do Grande Rio e o número de usuários do sistema de transporte também dobrou.

  Os trens, nem se fala. Quando o Engenhão foi idealizado ressaltaram sua praticidade pelo fato de a estação do Engenho de Dentro praticamente desembocar na porta do estádio. Pois bem, pegar o trem após uma partida com cerca de 20 mil presentes (que é menos da metade da capacidade do local) é uma aventura. Filas intermináveis, engarrafamento de gente nas passarelas e escadas de acesso à estação, confusão. Isso sem contar os vagões podres e abafados, os generosos e perigosos vãos entre a plataforma e o veículo e os enguiços freqüentes na linha férrea.

  E a autoridade pública o que faz se trata a pão de ló as concessionárias que os administram. Com todo o péssimo serviço e o achincalhe ao usuário, não se vê qualquer repressão por parte do Estado às concessionárias. Pelo contrário: as concessões do Metrô Rio, da SuperVia e das Barcas SA foram prorrogadas por mais de 25 anos cada. Para o governador, prefeito, deputados e vereadores tudo corre bem a bordo de seus confortáveis carros, helicópteros e jatinhos. Jamais devem ter pisado em um trem, metrô ou barca.

  Agora, se a população se revolta, logo uma figura da esfera pública se apressa em taxar as pessoas como vândalas. Esquecem do genial Bertolt Brecht: “Falam das águas violentas de um rio, mas se esquecem das margens que a oprimem.” E, assim, nos tornamos cariocas, brasileiros. Atrás do próximo bloco carnavalesco, com o samba atravessado em um vagão ou correndo atrás de um ônibus.

  Agora com o acidente do bondinho em Santa Tereza, vamos ver se agora a questão do transporte possa ser lembrada pelos nossos governantes, pois nesse acidente, vidas foram perdidas, por causa desse descaso, mas espero não ver daqui em diante, novos acidentes, com ou sem óbitos, em bondinhos, Trens, Metrôs e Barcas, pois a população merece respeito e não querem ser tratados como cachorros.