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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Marcha para Jesus: Evangelismo ou Politicagem




Texto: Joseclei Nunes (Razão e Cultura)


Imagina um carnaval fora de época, com carros alegóricos, carros de som, milhões de pessoas, milhares de faixas com mensagens diferentes. Desfiles das escolas de samba? Bloco carnavalesco? Micareta? Não, é apenas mais uma serie de eventos gospel espalhado para o Brasil para “proclamar o nome de Jesus”. Proclamar o nome de Jesus?

Anos e anos a Marcha para Jesus leva milhões de fieis, lotam avenidas com milhares de pessoas, atrapalhando o trânsito e proclamam o amor de Jesus. Amor de Jesus? Vamos ver no que o pastor Silas Malafaia fala desse amor em uma dessas marchas:

“O pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, chegou a recomendar aos fiéis que não votem em políticos que sejam favoráveis à união gay. ‘O povo evangélico não vai ser curral eleitoral’, disse. ‘Se governador, prefeito ou presidente for contra a família, não terá nosso voto.’ Para Malafaia, o Supremo ‘rasgou a Constituição’ ao permitir a união civil entre homossexuais. O pastor negou que seja homofóbico.

Esse é o amor de cristo? Usar o evento para exigir que não votem em pessoas que defendam a união gay. Imagine o que ele não fala sobre os umbandistas, kardecistas, ateus e outros não cristãos.

Outro ponto forte da marcha é a questão da intolerância onde em muito momento dessas marchas são manifestações contra o aborto, homossexualismo, sexo antes do casamento, fome, desemprego, injustiça, violência e muitas outras aberrações do mundo, não se fazem na marcha pra Jesus. A única coisa que acontece ali é o desfile da vaidade das igrejas.

De fato, a marcha, passa ser um evento onde seu lideres usam para promover a sua igreja, levando carreatas de pessoas, colocam propagandas do evento em outdoors, anunciam em canais de televisões e rádios, consegue até ser diferente das procissões católicas, onde pouco divulgam, mas levam milhares de fiéis.

Outro exemplo da marcha é o números de políticos evangélicos, onde de fato estão ali apenas para obter votos e mais votos, pois o eleitorado é fiel, veja o exemplo do Garotinho, que de tantos processos tem em suas costas, como lavagem de dinheiro, ainda tem milhões de votos deles e Garotinho é uma das presenças certas na Marcha.

Outros que fazem parte da marcha é o casal da Renascer em cristo. Organizadores do evento, já chegaram a fazer uma marcha com o titulo de batalha espiritual “Frase muito usado por muitos evangélicos espalhados no Brasil”. Mas será que é batalha espiritual quando é pego com dólares escondidos em outro país?

Outro fato da marcha para é o fator dos rendimentos. Onde cada evento, os idealizadores do evento faturam milhões e para onde eles vão? Nunca vi o lucro desse evento se investidos contra a fome, a pobreza e em obras para as melhorias de nossa cidade, pois o que virmos é megatemplos e mais megatemplos.

A marcha pra Jesus é uma festa, só que declaradamente de crentes. Evangélicos saem às ruas para também desfilar! São ridículos os carros alegóricos, ops, alegórico não, carros de som.

Faixas e mais faixas são colocadas para anunciar que a igreja tal se faz presente. Crentes se cumprimentam ao longo da avenida com sorrisos amarelos e o som estrondeante dos carros buzina nos nossos ouvidos. Ao final do desfile, pelo menos aqui em São Paulo é assim, há um baile de crente preparado para o êxtase da galera.

A propaganda do apostolado está cada vez mais visível e nesse desfile da marcha pra Jesus deverá haver um camarote só para eles, ou um carro de som bem lindo, com frigobar e tudo mais, além é claro, dos grandes gorilas da segurança, armados até os dentes para proteger os “homens de deus”.

A marcha, é feita cortando o centro da cidade atrapalhando tudo, senão o povo não vai a lugar algum ver a festa do “improtesto” e da falta de propósito, mas apenas pra fazer barulho e mostrar que somos um bando de gente sem compromisso com o povo e com a sociedade, mas somos um povo!

O trânsito fica um inferno, mas os santos estão lá, no inferno do trânsito!

A marcha de fato é um carnaval sem época, pois como diz um colega de trabalho, que é pastor: “É um evento que a igreja pegou do mundo para adquirir mais fiéis, pois o papel da igreja, é mostrar a mensagem de Jesus para o mundo e não trazer o mundo para igreja.” A marcha de Jesus hoje não passa de um evento marqueteiro, de propagandas para se ganhar votos, aumentar o preconceito a aqueles que são homossexuais e defensores do aborto e da eutanásia.

Agora vamos ver como vai ser as próximas marchar que virão em 2012 e quais serão as pessoas que eles vão citar, pois estamos em ano de eleição e vamos ver como vão se portar os tais juízes de Deus, pois a marcha não um evento evangelizador e sim um evento eleitoreiro, onde quem paga é o povo que acredita neles.