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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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domingo, 26 de agosto de 2012

ESTRELA GUIA


ESTRELA GUIA

A estrela que me guia são meus sonhos mais profundos
As façanhas do caminho são consequências da jornada
A ação de conquistá-la fortalece minhas asas
Sob trevas e trovões eu sigo em frente

Apesar que qualquer conspiração e carência
Alguns me chamam de louco
Outros de visionário
Nada mais sou que um andarilho

Um poeta enchendo a História de pegadas
De pedra em pedra supero os estribilhos
Mudar o mundo é a verdadeira glória
Se alcançarei o brilho, não sei

Mas continuo a me engajar
Ainda chego lá, ou tentando morrerei

AROLDO FILHO
27/08/2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ONDA HISTÓRICA



ONDA HISTÓRICA

História
É preciso vivê-la
Reescrevê-la
Fazê-la mudar

Quem preza a memória, zela
Seja sua própria represa
Ser cidadão é honrar o chão em que nasceu
Fomentar o crescimento onde todos desistiram

Plantar consciência e transparência eficaz
Criar, agir e sonhar
Na carência ser capaz de superar
Das mazelas da vida fazer aquarela

Ser onda
Quando todos se deixam arrastar

AROLDO FILHO
23/08/2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CAPITÃO


CAPITÃO

O que faz um capitão não é o chapéu
Um grande convés
O mundo aos seus pés
Cartel ou canhão

A espada que traz
Tropa em saga sagaz
 Sua superstição
O nó da gravata

Famosa bravata
Navio pirata
Céu e prisão
Ação de cantar

Amar ao mar
Mas o seu coração

AROLDO FILHO
14/08/2012

DOS DESAFIOS

Dos Desafios

Sentinelas do mais profundo amor
Vejo pela janela as folhas e pétalas que caem pintando o chão
Formam os tapetes dos amantes
Síntese da emoção de todos os seres vivos.

Já tentei deixar de ser romântico
Ver o mundo em branco e preto
Lavar bem lavado meu despeito
Organizar minha semântica.

Pego a massa e faço o pão
Uso a farinha que vem do trigo
Existe aqui dentro um insano coração
Que se materializou tão somente por você.

Vai dizer que me embriago por não tê-la
Sons antigos na vitrola e deito-me em posição fetal
Estou fraco para o viral e depressões
Forte para construir minhas teias.

Em absoluto desafio... Quero ser chefe dos meus desatinos
Levantando e regressando à caminhada
Vestindo minhas melhores roupas e colocando meus anéis
Fazendo o que sei fazer de melhor...

André Anlub

BIOGRAFIA DE ROSIMAR BRITO




Maria Rosimar Brito Arruda nasceu no município de Pacoti- Ceará, aos 23 de dezembro de 1951. 1ª Historiadora de Pacoti e professora  aposentada pela rede estadual. Formada em Estudos Sociais (História e Geografia) e especialista em Administração Escolar pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. É a 1ª.dos sete filhos do casal Bento Luís de Brito e Maria Rosa do Nascimento Brito, residentes no mesmo município.

Iniciou sua vida escolar aos sete anos de idade com a professora Cândida Lopes Nogueira, conhecida pelos pacotienses como professora Candinha, mas, logo precisou interromper seu processo de alfabetização para somente aos onze anos voltar a frequentar os bancos escolares. Depois de estudar durante um ano no antigo dispensário dos pobres- Externato São José, Entidade Filantrópica dirigida pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Transferiu-se para o então Grupo Escolar, hoje Escola de Ensino Fundamental e Médio Menezes Pimentel, onde, ininterruptamente, frequentou do 1° ao 3° ano do curso primário.

Aprovada nos exames de admissão ao ginásio sem cursar a 4ª. Série, matriculou-se no Ginásio São Luís, mantido nesta cidade pela Campanha Nacional de Educandários Gratuitos ( CNEG), mais tarde, transformado em Centro Educacional São Luís e Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), respectivamente. Ali, estudou durante anos, até 1970.

Muito jovem ainda, começou a dar aulas particulares em sua própria residência, inclusive para alunos que precisavam de reforço escolar para os temidos exames de recuperação em 2ª. Época. Antes de concluir o Ginasial, começou a trabalhar como auxiliar de escrevente do cartório do 1º. Ofício desta cidade, mais ou menos quatro anos de experiência. Dali saindo, de espontânea vontade, em 30 de março de 1974, a convite do então vigário, Pe. Kiliano Mitnacht, para prestar serviço na secretaria de da paróquia local. Antes disso, porém, indicada por uma ex-professora, passou a ministrar aulas de desenho geométrico, na 7ª. E 8ª. Séries do Instituto Maria Imaculada; trabalho que lhe garantiu em troca cursar naquele educandário os três anos de estudos pedagógicos, necessários à aquisição do diploma de professora primária que lhe foi conferido a 15 de dezembro de 1973.

No exercício de suas funções como secretária, nos trabalhos administrativos da paróquia, teve a feliz oportunidade de participar, na capital cearense, do 8º. Cursilho Feminino de Cristandade, tornando-se, a partir daquele evento, também, agente pastoral; vindo a receber, mais tarde, do arcebispo da Arquidiocese de Fortaleza, através da Coordenadoria dos Movimentos Leigos da Faculdade de Filosofia, a investidura de Ministra Extraordinária da Eucaristia. Trabalhou como agente pastoral na catequese, em cursos de preparação para o batismo, 1ª. Eucaristia, crisma e matrimônio, além de coordenar todos os trabalhos litúrgicos confiados aos grupos de jovens ou adultos das comunidades, e, também, da sede. A pedido do vigário, lecionou Religião na Escola Menezes Pimentel antes, ainda, de ali ser lotada como Professora Estadual.

Em 1975, lecionou Língua Portuguesa no curso de Contabilidade do Centro Educacional São Luís- CENEC-. Naquele mesmo ano, a 23 de dezembro, casou-se com José Aroldo Gonzaga Arruda, de cujo enlace matrimonial nasceram seus quatro filhos: Christian Dárlio (08/04/77), Chrisley Dárcia (25/11/79), Aroldo Dárney (18/09/82) e Aroldo Filho (01/04/86).

A 30 de março 1976, assumiu exercício efetivo na então Escola de 1° Grau Menezes Pimentel, por força do contrato de Professora Estadual, com vigência a partir do primeiro janeiro daquele ano, precisando, por isso, abdicar das aulas ministradas no curso de contabilidade, citado no parágrafo anterior. Voltou, porém, a lecionar naquela instituição no período compreendido entre os anos de 1979 a 1981.

Em 1980, frequentou e concluiu, no Ginásio Escola Normal Virgílio Távora, em Aracoiaba-CE, o 4° Pedagógico- estudos adicionais na área de comunicação e expressão (Turno Noturno) e, de fevereiro de 1981 a novembro de 1982, voltou a lecionar Língua Portuguesa e Literatura Infantil no curso Pedagógico do Instituto Maria Imaculada, em Pacoti.

Em janeiro de 1987, submeteu-se aos exames para o vestibular do curso parcelado de Licenciatura Plena em Estudos Sociais, na Universidade Estadual Vale do Acaraú, conquistando o 1° lugar na lista de aprovados.

Ainda universitária, durante todo o período, de maio a dezembro de 1991, idealizou e desenvolveu, sob a coordenação do Departamento de Educação e do Centro Cultural deste município, através do convênio “Intercâmbio Cultural”, firmado entre a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Centro de Documentação e Pesquisa da Informação Coletiva (CeIC) e a Prefeitura Municipal de Pacoti, a 1ª. Gincana Cultural “Coruja Solidária”, da qual participaram ativamente as três principais escolas da sede ao lado de representativa parcela da sociedade local.

Animadas pelas ações do Teatro “A saga da Coruja”, criado para trabalhar a principal mensagem da gincana. As seis equipes inscritas desenvolviam, com impressionante competência e eficácia, os seus trabalhos de cunho artístico e pedagógico.

Concluída a sua jornada acadêmica, Rosimar foi apresentada pela 1ª Delegacia Regional de Educação do Ceará (1ª. DERE) para responder pelas funções do cargo de direção e assessoramento superior de vice-diretora da Escola de 1º. Grau Menezes Pimentel, posição que ocupou no desenvolvimento das respectivas tarefas por três anos.

Ao mesmo tempo em que respondia pelas funções do cargo acima citado, a convite do então prefeito municipal Pedro Antônio Brito Filho, foi nomeada para exercer o cargo  de Diretora de Cultura, período em que idealizou e realizou, juntamente com sua irmã, Fátima Brito, na época, Secretária de Educação de Pacoti, o 1º. Festival Junino de Pacoti, envolvendo escolas e outros grupos sociais das comunidades rurais e da sede, na quadra esportiva do Pólo de Lazer.

Criada em Pacoti, em 1997, a Secretaria de Cultura, Turismo e Meio Ambiente, Rosimar foi nomeada para o cargo em Comissão de Diretora do Departamento de Cultura daquele órgão, ali permanecendo até o final de 2000, tempo em que participou da realização de diversos eventos culturais, articulou movimentos artísticos e ações pedagógicas junto à comunidade escolar, além de outras ações voltadas para a valorização da identidade cultural desta terra.

Em 1999, conclui o Curso de Especialização em Administração Escolar, na fundação Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral-CE.

No período de 2000 a 2002, ministrou, em Pacoti, a disciplina de Ação Docente Supervisionada- ADS- do curso de Formação de professores do Ensino Fundamental em Áreas Específicas (1ª. à 8ª. séries), promovida pela coordenadoria de Educação Continuada e a Distância- NECAD/ Centro de Educação- CED-, na Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Dentre muitas outras ações de cunho sociocultural, participou do Projeto da Elaboração do Livro Didático do Município, por meio da Secretaria da Ação Básica- 8° Centro Regional de Desenvolvimento da Educação (CREDE 8).- Entretanto, o desempenho em Pacoti não saiu a contento por razões alheias à sua vontade.

Em 2002, afastou-se da função de professora após o requerimento de aposentadoria por tempo integral de contribuição, com fundamento no artigo 1°, parágrafo 3° da Lei 12.780, de 30 de dezembro de 1997.

Amante do teatro e da poesia, criou, em 2002, um grupo de poetas chamado APAIP (Associação de Poetas e Artistas Independentes de Pacoti). Produziu vários textos que são sido lidos, cantados ou representados em diversas ocasiões especiais da história de Pacoti.

Tem participação, inclusive, em dois livros produzidos em Pacoti: um escrito pela beletrista Berenice C. Pessoa de Carvalho, conhecida como Irmã Maria Tereza, autora do Hino de Pacoti. O outro é de Irmã Lúcia Orestes. Ambos os livros são referentes à memória do Instituto Maria Imaculada.

Tem sua marca pessoal deixada como voluntária em órgãos públicos de ação social, bem como em repartições de natureza beneficente; como por exemplo, o Conselho Municipal de Assistência à Criança e ao Adolescente, e a Associação de Proteção à Saúde, à Maternidade e à Infância (APAMI), das quais foi secretária por um longo período.

 Em 2004 foi condecorada pela Câmara Municipal de Pacoti com a Medalha de Mérito Legislativo.


Em 2008, criou a Associação Cultural SEMPRE (Segmento de Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité), da qual é conselheira.

 No âmbito dessa entidade, tem desenvolvido o projeto do livro “Pacoti do meu tempo: História e Memória”, que é um de seus sonhos mais antigos, em co-autoria com o professor Levi (presidente da SEMPRE) e com o Historiador Aroldo Filho, ambos também criadores da SEMPRE, através da abertura e organização do seu rico acervo particular, composto de inúmeras pesquisas e informações sobre episódios locais, fotografias e memórias de velhos. 

Em 2001, criou, com Levi e Aroldo Filho, a Lei que deu origem ao 1° primeiro Arquivo Público do Interior do Nordeste, em Pacoti e o projeto da exposição histórica “Pacoti: Uma História em documentos, aprovado pelo Banco do Nordeste. 

Rosimar Brito é a  Historiadora de Pacoti, poetisa, dramaturga, pesquisadora, educadora, professora. E seu filho mais novo, Aroldo Filho, é o 2° Historiador de Pacoti.

ROSIMAR BRITO e AROLDO FILHO 
1ª e 2° Historiadores de Pacoti
Pacoti-Ceará, 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O PAPEL DO HISTORIADOR




O PAPEL DO HISTORIADOR

A História começou literária, e como toda a boa literatura do entretenimento, está repleta de ilusões arbitrárias e falsificou sempre os homens em incríveis heróis; fazendo dos perdedores os malfeitores mais cruéis.
               
Os vencedores foram por demais endeusados e ainda o são pela nossa falsária História Oficial que se tornou mais científica e nem por isso menos cheia de erros grotescos que os grandes homens forjaram por um intuito político a que ela se deu.
               
O Positivismo de Augusto Comte por um lado ajudou as ciências a se focarem mas fomentou nelas a ilusão de um status de uma senhora dona da verdade em vez de seu devido lugar de aproximações, por que a real cientificidade se aproxima do que de fato ocorreu por que jamais será possível recriar o que já passou; no máximo se reproduz algo para o melhor entendimento por meio de padrões exigentes, fazendo as devidas comparações a que cabe o pensamento empírico.
               
A École dos Annales de Lucien Febvre, Marc Bloch e outros, deu um grande passo ao sugerir uma História feita ano a ano, por que, assim, diminuiria mais os anacronismos e a arbitrariedade documental agora poderia ser confrontada, tendo como documental obras não oficiais; como crônicas de época, fotos, poesias e outros elementos que deveriam ser confrontados entre si, formando um aparato para que o historiador possa tirar conclusões desses documentos analisados em conjunto, usando para complemento também a história oral.

O documento então deixou de ser portador da verdade depois dessa revolução documental e agora o historiador profissional dá o devido juízo de valor com critérios rígidos a se intercalar também com diversas ciências afins; como arqueologia, numismática, psicologia e mesmo de áreas nem sempre tão afins diretamente como mais importantes para o entendimento do processo.
               
O historiador, então, se firma na economia, biologia, neurociência e administração; por vezes também estuda filologia e outras línguas para fazer genealogia, e a cada área a qual ele vier a se focar precisará de ajuda de profissionais das mais diversas áreas para também validarem o que ele descobrir. Por que agora é uma questão de descoberta em conjunto.
               
Foi-se o tempo em que a História era uma ciência parada, hoje é dinâmica. As verdades de ontem não servem para hoje e nem as de hoje serão as de amanhã, no entanto, isso só é possível com trabalho sério, árduo e interação com a sociedade e uso de novos mecanismos tecnológicos como a internet e mesmo o uso sistematizado de documentários, filmes e livros como romances época, que podem por vezes também ajudar em um trabalho didático pegando em vista o professor de História que também precisa de novos recursos para a abordagem de melhor absorção por parte dos estudantes.
               
O historiador é um guia para o caminho do mais provável que ilumina esse vasto caminho de escuridão para a História, não é a única luz mas faz com ela uma ponte a fim de uma iluminação bem melhor. É fato que sempre existirá uma enorme diferença entre a ciência em si de laboratório e a de sala de aula. No caso da História, por ser uma ciência humana, não há para ela precisamente um laboratório em si e também não deve jamais caminhar isolada.

Uma diferença clara entre historiador e professor de História é que aquele busca conhecimentos de outras áreas ; tais como literatura, psicologia, numismática, heráldica, arqueologia, física, química, dança, astronomia, ciência da religião, neurociência, antropologia, etc., além do próprio afinco em descobrir algo novo e construir novas visões, cria formas de abordagens e desmente fatos antigos depois de devidamente estudado.
               
O professor de História não tem obrigação de descobrir algo novo mais de repassar o que já está oficializado pelos historiadores. Não tem uma obrigação de fazer trabalhos fora de sala que mudem a sociedade ou o mundo ao seu redor. Se caso consiga ser ambas as coisas terá o profissional uma responsabilidade dobrada por que além da didática há agora todas as exigências a suprir apesar de ser um grande feito.
               
Mas um papel em comum tanto do professor quanto do historiador é fazer o interlocutor se entender como sujeito ativo da História a qual estuda, repassar a noção de que a História é registrada por determinados homens com determinadas visões políticas formadas no contexto de cada época e localidade específica, sabendo que a cultura do historiador terá sempre peso na sua visão final, por que todo homem é um ser multifocal e o historiador é também, filho, pai, cidadão e, por muitas vezes, tem mais de um emprego e uma visão política pessoal que não será obrigatoriamente de engajamento; embora devesse mais do que ninguém ser engajado, pelo tanto de conhecimento ao qual alcança e produz.
               
Que as próximas gerações enxerguem a História como sua. Saibam que todos passam por ela enquanto ciência, e que toda ciência é falha, pois vive de aproximações, mas nós, historiadores, tentaremos sempre uma maior aproximação do real e é fato que a História muito se modifica por descobertas de várias ciências, principalmente por meio colateral; e ela, por sua vez, muda o mundo de modo direto através, principalmente, do trabalho dos historiadores engajados que tem como função explicar a História e “escolher um lado” como diria o historiador Bóris Fausto.

AROLDO FILHO
Historiador, professor, poeta e jornalista independente.
23/03/2012
22:40

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

JORNALISMO INDEPENDENTE


JORNALISMO INDEPENDENTE

As provas precisam de notas pretas para aparecer
Qual a receita da investigação?
Não são seguras as migalhas de pão
Palpitação constante na redação

Cova e estagnação
Samba de uma nota só
Anota a ré em dó menor
E os diplomas, onde estarão?

Jornalismo na contramão
As novas correntes marítimas calarão
Acorrentam parábolas algorítmicas via legislação
Mas não pararão as vias paralelas

Querelas privam da profissão por querê-la
Academia versus direito à informação

AROLDO FILHO
10/08/2012


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Propaganda eleitoral e a importância do marketing político



Texto: Joseclei Nunes (Razão & Cultura)

Estamos chegando em mais um período de eleições municipais, com isso, muito do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. Com a dúvida de muitos eleitores, os candidatos começam desde cedo a conquistar o eleitorado e ganhar um voto importante no mês de outubro.
Após a liberação dos tribunais regionais, muitos candidatos começam a maratona de campanhas para conquistar os votos dos indecisos.

Quando se fala em campanha eleitoral, começamos a lembra em placas, folhetos, jornais e informativos, que em sua maioria, deixa nossas ruas sujas devido a essas campanhas, sem falar das músicas repetitivas que incomodam nossos ouvidos.

Com decorrer de cada eleição, alguns candidatos começaram a utilizar a propaganda de uma outra forma e com o crescimento da era digital, muitos passaram a usas suas campanhas utilizando essas ferramentas. Mas o que podemos achar do marketing político dos tempos antigos para os tempos de hoje?

Até a década de 60, vigorava entre os especialistas em eleição a idéia de que as campanhas eram dominadas pelos candidatos que oferecessem ao eleitor perspectivas de futuro de maior impacto – ou seja: vencia quem apresentasse as melhores propostas. Essa crença consagrou uma fórmula até hoje muito utilizada por políticos brasileiros, para os quais, para ganhar um mandato, basta contratar um bom marqueteiro, encomendar uma dúzia de pesquisas de opinião e, com base nelas, elaborar um rol de promessas que seduzirá o eleitor. O cientista político americano V.O. Key foi o primeiro a perceber que as coisas não funcionavam bem assim. A partir da análise de resultados de pesquisas eleitorais, ele demonstrou que a escolha do eleitor se dava muito mais em função da sua avaliação das realizações do governo em curso, especialmente na área econômica, do que com base em promessas de mudanças no futuro. Ou seja, a lógica do voto é fundamentalmente a mesma em países com realidades diversas. O que muda é o grau de imediatismo do eleitorado. "Quanto mais básicas são as necessidades do eleitor, mais pragmático é o seu voto", diz o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.

Muitos dos políticos ainda batem nas mesmas promessas como segurança, educação e saúde. Promessas que a cada mandato não é cumprido em parte. Outros utilizam sua história política para ganhar votos, um exemplo de candidatos da nova geração como Lindinberg, Molon, Freixo e antigos como Gabeira, Chico Alencar.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, as campanhas de marketing político bem-sucedidas de Lula e da atual presidente Dilma Rousseff também deram uma “vitrine” maior ao marketing político brasileiro no exterior. Porém, o consultor afirma que a consagração desses especialistas vem acontecendo há anos. “Não acredito que tenha sido uma consequência apenas das campanhas do Lula e da Dilma. Isso já acontecia. Muito antes, fizemos consultorias políticas para a Argentina e o Paraguai. A campanha do Paulo Maluf, por exemplo, foi um “case” que analisaram no mundo todo. Mas, claro, que a Dilma também chamou atenção. As pessoas se perguntavam: “Como uma ex-guerrilheira se torna presidente de um país?”, afirma.

O marketing político hoje é muito importante para ganhar votos e eleitores futuros, mas o que vem crescendo e vem enchendo os olhos de muitos é o marketing político digital.

Com o crescimento das redes sociais, a militância cresceu junto, pois muitos dos candidatos usam os militantes para ganhar mais simpatizantes e obter votos. Uma questão foi nas eleições para prefeito do Rio de janeiro em 2008, onde Fernando Gabeira cresceu a cada momento nas intenções de votos, com essa militância, sem nenhum custo, conseguiu chegar ao segundo tempo e por diferenças míninas de votos, não ganhou a eleição.

Essa militância, que em boa parte é jovem, vem acrescentando no marketing político do candidato, onde não tem autos custos para bancar campanhas milionárias, mas com a ajuda de seus militantes, que vão as ruas, faz aparecer o nome do candidato e a curiosidade de saber a sua luta, um exemplo de Marina Silva, que veio do Acre e com sua defesa ao meio ambiente, abocanhou milhões de votos, que gerou o segundo turno entre Serra e Dilma.

Uma militância preparada e treinada trará resultados positivos ao candidato, sai mais barata em ter qualidade e não quantidade, na conquista do voto.Os cabos eleitorais, como se chamavam no passado, são pessoas que fazem parte de um grupo que leva ao candidato esses nomes, na tentativa de mostrar sua liderança. Em Roraima, é habitual esse trabalho, onde muitas pessoas afirmam que são os bons na abordagem de voto. 

Uma militância preparada e um bom marketing, a campanha passa ser importante na era digital. Um exemplo é Marcelo Freixo, candidato a prefeito do Rio. Sem milhões para campanha, coligações e patrocínios, ele denominou sua campanha como “primavera carioca”, onde usam as redes sócias como facebook e twitter, sites como Repolitica, para alavancar sua campanha e conseguir alcançar a primeira batalha que é chegar o segundo turno.

O marketing político digital vem com as mudanças provocadas pela internet foi o nivelamento das pessoas em termos de tecnologia. As ferramentas para criação de campanhas de marketing político digital estão a disposição de todos os participantes, do candidato mais humilde ao mais abastardo. Em nosso curso de marketing político digital, mostramos que a diferença está na estratégia adotada e no correto uso dessas ferramentas. O planejamento e execução das ações desempenhará um papel fundamental no sucesso dessas campanhas. Não se trata simplesmente de criar perfis em redes sociais e blogs. Trata-se de gerir de forma profissionais esses recursos e mediar o resultado de cada ação. Trata-se de ter um verdadeiro plano de marketing político digital.Não é possível ter sucesso em uma campanha de marketing político eleitoral digital simplesmente reproduzindo na Internet o conteúdo das campanhas no meio físico. Marketing político digital é uma coisa bem diferente.

Há de se imaginar a dificuldade para os candidatos de primeira viagem ou mesmo os que pretendem se reeleger, já que no dia a dia por mais acesso que temos a tecnologia, ainda assim muitas vezes parece coisa de jovens trocando mensagens inconsequentes ou uma comunicação mais rápida para as empresas no dia a dia.

Saber o que se passa na cabeça do eleitor sempre foi um desafio, que dirá na cabeça dos internautas?

Para conquistar o tão sonhado voto, não é bem simples o uso do marketing. É preciso muita estratégia, uma militância qualificada, projetos que possa ser cumprida caso se eleja e com isso para ser um bom inicio para o candidato. Uso do marketing político não se resume e horários eleitorais, carros de sons, folhetos ou até mesmo comícios, é preciso ser inteligente, mostrar as falhas da nossa cidade, do nosso bairro, cumprir com suas organizações ao ser eleito, para que no futuro, ganhe mais simpatizantes, cresça a sua militância e quem sabe buscar vôos mais altos.
O Marketing político hoje é sim muito importante para os tempos de hoje, basta pensar e alcançar o sucesso. Será que ainda é possível nos tempos de hoje falar sobre política e usando as redes sociais? Pense nisso...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MUNDO DIGITAL


MUNDO DIGITAL

A internet traz a eficaz ilusão
De ser um famoso poeta multimídia
Enquanto o mundo é imensidão
A virtualidade faz pessoas criarem novas virtudes

Sentirem saudades que calam o silêncios mais profundo
Dividem a infinda solidão
Pouco ou nada sabem umas das outras
Mas o contato é o bastante para gerar emoção

Conheço sujeito que não são vistos nas ruas
Uns dão verdade, outros sorrisos
Nesse universo surreal de personagens digitais
Surgem golpes, farsas, falcatruas

Debates, amizades e cooperação
Além das musas que devoram a razão

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
1:55
09/08/2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

FRANCO-ATIRADOR

FRANCO-ATIRADOR

É preciso se reinventar a cada dia para permanecer original
Fugir do chacal ou tornar-se caçador
Matar os leões da arena
Colher açucena na tempestade

Ser águia e franco-atirador
Prender-se na solidão da liberdade
Perde-se na multidão para se encontrar
Criar asas de cera

Quebrar o sol do rosto
Envolver-se no sorriso do arrebol
Negar o que é imposto
Apostar na criatividade

Manter-se vivo no crivo da razão
E amanhã o que será?

AROLDO FILHO
5:13
06/08/2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A(CAMA)DA MULHER!

A(cama)da Mulher!

O gramofone e uma leitura, novo dia e nova jornada
Lá esta ela... Com seus contra tempos, mas com demasiada calma
Paciente em recuperação, reabilitação que pinga lentamente
Do conta-gotas da existência...
Feito um veneno que não provem de uma serpente
Foi fabricado pela própria vítima.

Com os elos da corrente, que aos poucos se quebram
Já é tarde, mas não tarde demais
Riquezas e uma antiga beleza
Que se perdeu na memória...

Com sua boca mais contundente
Boca que exprime e se alimenta
A rosa que calou e novamente fala.

Santos nomes foram pronunciados
Pelas igrejas, mesquitas e casas santas que passou
Tugúrios de madeiras podres, em que se apoiou e derramou o pranto
Que outrora usava para seus pecados.

Atualmente coleciona livros
Bíblia, alcorão, guita e outros livros santos
As estantes cheias, coração vazio
Sem respostas, cem perguntas
Segue sucumbido nesse calafrio!

André Anlub