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sexta-feira, 10 de abril de 2026

2ª Entrevista com Ricardo Oliveira

 

2a ENTREVISTA COM RICARDO OLIVEIRA

Ricardo Oliveira da Silva é Historiador, Professor do Curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Nova Andradina (UFMS/CPNA). Doutor em História, especialista em História das ideias, com pesquisas em Teoria da História, História Intelectual Brasileira do século XX e História do Ateísmo

Na internet o historiador usa o codinome Ricardo Russell e agora está lançando o livro "O ATEÍSMO NO BRASIL: OS SENTIDOS DA DESCRENÇA NO SÉC XX E XXI" (https://portal-ateismo.blogspot.com/2020/05/historiador-ricardo-russel-lanca-livro.html?m=1&fbclid=IwAR3qvDNmfBkmtLLCi1IrNsqSAcmPlW8KNSevAlzL2o8lnLpFytX60MCpJ5s)


Ateu Poeta 1: Um autor falou uma vez que "a desunião entre os ateus é o que salvará o mundo". Na prática, os ateus são a menor da minorias e o grupo mais desunido, mas, apesar disso as associações ateístas vêm fluindo pelo mundo e no Brasil pelo menos ainda existe até uma certa rivalidade entre elas e o padrão é a informalidade e a efemeridade. Como você enxerga a importância dos ateus se associarem em grupos, páginas ou associações? 

Dr Ricardo: 
A organização de setores da sociedade em associações e entidades é uma das formas de defesa de uma identidade de grupo e de uma pauta de demandas no espaço público. Sendo os ateus a “menor das minorias” isso se torna ainda mais necessário. Você só combate o preconceito e a discriminação contra o ateísmo se, por um lado, você se assume como ateu. E, nesse sentido, as associações podem desempenhar um papel fundamental ao mostrar aos ateus que eles não estão sozinhos no mundo e também em criar referências positivas sobre não ter crença religiosa. Com esse suporte, uma pauta política ganha força; como a defesa do Estado laico. Por isso eu apoio a existência dessas entidades.

Ateu Poeta 2: Muito provavelmente, o seu livro é o primeiro sobre a História do Ateísmo no Brasil e você também foi pioneiro em criar a disciplina "História do Ateísmo" o que me lembra que o historiador Richard Webster falava em ficar em nós sempre um pouco do que ele chamava de "messianismo", ele aponta isso em muitos nomes grandes como Freud, Darwin, Lévi-Strauss, dentre outros, mas o que ele chama de "messianismo" para muitos pode ser simplesmente uma vontade de tornar o mundo melhor. Você acha que os movimentos puxados por ateus podem tornar o mundo melhor de alguma forma? Como e para quem?

Dr Ricardo: O ativismo ateísta pode contribuir sim mediante a defesa do respeito à diversidade de valores e crenças existentes no interior da sociedade. Sendo mais específico: quando os ateus militam pela laicidade do Estado, eles não estão apenas pedindo para que as instituições públicas respeitem o seu direito de não ter crença religiosa e que não sejam discriminados por isso. 

Os ateus e ateias estão lutando também para que o Estado não discrimine ninguém pelo fato de a pessoa ter ou não uma crença religiosa.

Ateu Poeta 3: Quais as suas expectativas quanto à receptividade de público brasileiro à publicação do seu livro e como acha que isso impactará na história do Brasil em si?

Dr Ricardo: Desde que eu passei a me dedicar ao estudo da história do ateísmo no Brasil, isso em 2018, tenho tido dificuldade em encontrar material historiográfico sobre o tema. A impressão que eu fico é como se o ateísmo não existisse na história brasileira. 

Entre as expectativas que eu tenho em relação ao livro é que ele ajude a dar visibilidade ao tema e que possa ajudar outros pesquisadores e pesquisadoras a trilharem o caminho desse tipo de investigação.

Ateu Poeta 4: Quando você se descobriu ateu sentiu algum grande vazio existencial ou algum modo de alegria ao descobrir finalmente que não existe nenhum ser gigante a nos vigiar de algum além que tanto nos ensinam desde a mais tenra infância?

Dr Ricardo: A minha identificação como ateu não foi um processo traumático. Eu me tornei ateu por volta dos 18/19 anos em um cenário de envolvimento com estudos na área da História e da Filosofia, os quais me forneceram referências para construir uma visão de mundo sem viés religioso. 

Apesar disso, sei que para muitas pessoas deixar de ter a religião como referência de sentido sobre o mundo não é fácil, pois trazemos ela como algo naturalizado desde a infância a partir de um processo de ensino que começa com a família.

Ateu Poeta 5: Você já se sentiu sozinho por ser ateu ou já sentiu o peso enorme da censura em não poder falar sobre ateísmo em algum lugar ou com algumas pessoas por ser sempre um tema polêmico, por mais frio que se possa agir?

Dr Ricardo: Nunca cheguei a me sentir totalmente sozinho por ser ateu, pois já conhecia outras pessoas ateias quando passei a refletir sobre o assunto. No tema da censura, pensei que isso pudesse acontecer quando resolvi pesquisar a história do ateísmo em 2018. Contudo, até o momento isso não ocorreu. E penso que seria desagradável se acontecesse

Ateu Poeta 6: Você já deve ter visto aquelas campanhas de "ateus saiam do armário", inclusive impulsionado pelo escritor Richard Dawkins, salvo engano, o que você pensa a respeito? Cada ateu tem que dizer para o mundo que é ateu ou deve guardar isso para si e falar só em momentos oportunos para impedir a destruição familiar, perda de emprego e amigos, dente outras questões nessa linha?

Dr Ricardo: Eu penso que se os ateus querem ser respeitados pelo fato de não terem uma crença religiosa, se identificar com o ateísmo é fundamental. 

Nesse sentido, eu concordo quando o Richard Dawkins diz que os ateus devem ter como referência de luta a história do feminismo e da luta dos negros contra a discriminação racial. 

Agora, também tenho consciência da dificuldade e dos problemas que acarreta para uma pessoa dizer que não acredita em Deus. Por isso dizer publicamente ou para familiares que se é ateu é algo que cada pessoa deve avaliar como fazer e quando fazer. Não condeno as pessoas que têm receio em tomar essa atitude.

Ateu Poeta 7: Você já foi confrontado com a pergunta por alunos sobre "todo historiador" ou "todo professor de História" "ser ateu", o que não é verdade nem de longe, mas muitos perguntam isso. Você acha que os historiadores ateus são tão marcantes a ponto de causar a impressão de que todo historiador é ateu nas pessoas não-ateias ou você acha que esse tipo de questão na maioria das vezes pode ser só uma provocação feita à nós para testar a nossa reação?

Dr Ricardo: 
Eu acredito que a afirmação de que “todo historiador é ateu” possui um caráter mais provocativo do que fundamentação empírica. Quando eu estudei na faculdade, até onde eu sei, professores ateus eram uma minoria, e os que eram não tinham uma militância ateísta. 

E vejo isso ainda hoje entre os colegas de profissão que conheço em várias partes do país. Penso que o professor de História ateu pode marcar os alunos muito mais pelo ensino do conhecimento histórico que possui do que por causa do ateísmo que defende.

Ateu Poeta 8: Pelo que eu pude notar, há uma tendência à escrita acadêmica sore o ateísmo no Brasil, atualmente, incluindo no TCC do Edmar Luz, uma das figuras carimbadas do ateísmo na internet, fale um pouco sobre o convite que ele lhe fez para a orientação do seu trabalho acadêmico e como se sente a respeito.

Dr Ricardo: Conheci o Edmar Luz quando passei a pesquisar a história do ateísmo. Fiquei surpreso ao saber que ele colocou o ateísmo, principalmente na questão do Estado Laico, como uma bandeira em sua candidatura política no pleito de 2018 [2016].

Foi uma atitude corajosa. Ele teve uma postura gentil e atenciosa quando eu entrei em contato para obter informações sobre o ativismo ateísta dele. Foi, então, que ele me contou que estava fazendo mestrado em São Paulo tendo o ateísmo como tema de pesquisa. 

Fiquei feliz quando ele me convidou dias atrás para ser parte da banca de avaliação do trabalho dele. Torço para que mais pesquisas sobre o ateísmo surjam nos espaços acadêmicos do país. Isso é importante para tirar o ateísmo da invisibilidade que ainda o envolve no ambiente universitário

Ateu Poeta 9: Por fim, por que você acha importante essa crescente do ativismo ateísta de modo mais acadêmico e como acha que isso impacta no ativismo ateísta comum? Será que um ativismo influencia o outro ou correm vários modos de ativismo sem choque cultural entre eles?

Dr Ricardo: 
Eu acredito que o ativismo ateísta no Brasil pode se enriquecer com as reflexões produzidas no espaço acadêmico e pode fortalecer suas posições no debate público. Se isso vai acontecer eu não sei dizer, mas é uma esperança que cultivo para o futuro do ateísmo brasileiro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Francisco, filho do #MestrePedroBalaieiro entrevistado por #AroldoHistoriador #PacotiCE 2020

 

Francisco, filho do #MestrePedroBalaieiro entrevistado por #AroldoHistoriador #PacotiCE 2020


O artesão Francis deveria ter sido um dos Mestres dos Saberes Pacotiense da Lei Aldir Blanc 1, mas a gestão do prefeito Kiko Sampaio não deixou ele se inscrever alegando que ele não morava em Pacoti, o que não é verdade. Fiz está entrevista na época para mais tarde ajudá-lo na prestação de contas.


Aroldo Historiador de Pacoti

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ENTREVISTA COM RICARDO OLIVEIRA

ENTREVISTA COM RICARDO OLIVEIRA

Ricardo Oliveira da Silva É Professor do Curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Nova Andradina (UFMS/CPNA). Doutor em História, especialista em História das ideias, com pesquisas em Teoria da História, História Intelectual Brasileira do século XX e História do Ateísmo. Seu canal do YouTube é este: https://www.youtube.com/channel/UC6kRh6qudVz7nv3ihZy81LQ/videos?view_as=subscriber

Ateu Poeta:1-Por que criar uma disciplina chamada História do Ateísmo e como foi a experiência?

Ricardo Oliveira: A disciplina foi criada com dois objetivos centrais que foram expostos na justificativa apresentada ao Colegiado do Curso de História: atender uma demanda social em decorrência do aumento verificado desde a década de 1980 pelo IBGE no contingente da população que se declara ateia no interior do grupo que é denominado de “sem religião”. Em 1980 esse contingente era de 1% da população e no Censo do IBGE de 2010 esse contingente chegou aos 8% da população. Há, então, um grupo com pouca representatividade nas pesquisas acadêmicas, o que leva ao segundo objetivo da criação da disciplina que é tentar preencher uma lacuna nas pesquisas realizadas nas universidades, onde o tema do ateísmo e da população ateia brasileira ainda é pouco estudado.

A disciplina, na condição de optativa, ou seja, complementar à formação acadêmica no Curso de História, foi ofertada aos alunos pela primeira vez em fevereiro de 2019. Acredito que a disciplina proporcionou uma experiência enriquecedora, especialmente pelo fato de o tema ser pouco conhecido pelos alunos, os quais demonstraram curiosidade, atraindo a atenção tanto de acadêmicos que se declararam ateus e agnósticos, quanto de alunos religiosos. Quando a disciplina foi concluída muitos alunos afirmaram que as discussões feitas em aula permitiram que eles revissem visões estereotipadas que tinham sobre o ateísmo. Saliento que em nenhum momento a disciplina teve como objetivo “converter” pessoas ao ateísmo, mas analisar historicamente a construção e especificidades de visões de mundo ateístas e de ação social dos ateus.

Ateu Poeta: 2 - O que você pensa sobre os movimentos de ateus unidos na política para defender o Estado Laico e até mesmo combater a bancada evangélica? Você já viu algo a respeito? 

Resposta: Vou começar minha resposta pela segunda parte da questão. Sim, eu tenho conhecimento sobre organizações e associações ateístas, sendo que eu tenho um pouco mais de informação sobre a existência desses grupos nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra (Por exemplo: Atheist Alliance International, Canadian Secular Alliance, Richard Dawkins Foundation for Reason and Science), sem contar o caso brasileiro (Exemplos: Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Associação Ateísta do Planalto Central). Cabe ressaltar que muitas dessas associações foram criadas entre o final do século XX e início do século XXI, acompanhando o crescimento da população que se declara ateia nesses países, conforme os dados divulgados por alguns institutos de pesquisa.

Eu vejo de maneira positiva a existência de organizações ateístas que buscam desenvolver uma atuação política na defesa do direito dos ateus e na defesa do Estado laico, ainda mais no Brasil, um país onde essa população carece de representatividade nas instituições públicas, como Câmara de Vereadores, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional, por exemplo. É salutar para um ambiente democrático que os diversos grupos da sociedade possam se organizar em prol das demandas de seu público. Vou finalizar minha resposta citando o caso da bancada evangélica: não vejo como um problema o fato de os evangélicos buscarem uma representatividade política com o intuito de criar políticas públicas para seu grupo. Contudo, quando a bancada evangélica atua no sentido de criar leis e políticas públicas para o conjunto da sociedade com base em sua crença religiosa, se justifica o combate feito a elas por associações ateístas, pois nesse segundo caso é a laicidade do Estado que fica ameaçada, algo consagrado pela Constituição de 1988.

Ateu Poeta: 3-Você acha que o preconceito contra os ateus poderá diminuir muito se algum dia a disciplina História do Ateísmo for implantada também em todos os demais Estados do Brasil? 

Ricardo Oliveira: Não sei se o preconceito contra os ateus irá diminuir muito com a implantação da disciplina em outras regiões do Brasil, mas torço para que ao menos minimize isso. Uma das formas de combater a discriminação existente na sociedade é por meio do acesso à informação, que ajuda a desconstruir visões estereotipadas e preconceituosas, como a propalada ideia que os ateus são pessoas sem um senso de moralidade. Entretanto, uma ação mais efetiva no combate ao preconceito contra os ateus passa pela criação de políticas públicas por parte das instituições do Estado. O que no momento ainda é difícil de ser realizado em virtude da pressão contra isso de alguns grupos religiosos. O que torna ainda mais necessário a ação política das associações ateístas.

Ateu Poeta: 4- Fale um pouco dos seus livros, os já publicados e os que pretende publicar. 

Ricardo Oliveira: Os livros que eu publiquei até agora refletem minha especialização profissional. A minha pesquisa no Mestrado e Doutorado foram sobre os intelectuais brasileiros que atuaram no espaço público entre os anos 1950 e 1960, como Caio Prado Júnior, Celso Furtado e Alberto Passos Guimarães. Em 2017 eu publiquei o livro História das ideias: a construção da identidade, uma coletânea de estudos de cunho mais teórico sobre o domínio historiográfico da história das ideias. Em 2018 eu publiquei o livro Marxismo e Escrita da História: os intelectuais e a questão agrária no Brasil (1950/1960).

Ao lado do historiador Fabrício Antonio Antunes Soares eu publiquei entre 2016 e 2018, na condição de organizador, a trilogia Diálogos: estudos sobre teoria da história e historiografia, que versa sobre meu interesse pela área da teoria da história. Nessa mesma linha de pesquisa publiquei em 2019, também como organizador ao lado de Fabrício Antonio Antunes Soares, o livro História e Literatura: abordagens interdisciplinares.

A partir de meados de 2018 eu comecei a desenvolver as pesquisas sobre a história do ateísmo, as quais resultaram na criação de uma disciplina acadêmica e na elaboração de um projeto de pesquisa sobre a história do ateísmo no Brasil no âmbito da UFMS. O primeiro resultado de maior fôlego sobre isso vai se materializar nesse ano de 2020, com a publicação do livro O ateísmo no Brasil: os sentidos da descrença nos séculos XX e XXI.

Ateu Poeta: 5-Fale um pouco do seu canal do YouTube. Como está sendo a experiência de postar vídeos sobre a História do Ateísmo e como está sendo o feedback? 

Ricardo Oliveira:  A ideia de um canal no YouTube para divulgar conteúdo sobre história do ateísmo remonta a segunda metade do ano de 2018, quando começou a ser divulgado nas redes sociais a notícia da criação da disciplina História do Ateísmo. Naquele momento algumas pessoas entraram em contato comigo indagando se o conteúdo da disciplina não seria disponibilizado na internet, uma vez que para muitas delas seria difícil assistir presencialmente as aulas. Contudo, questões profissionais e pessoais me impediram de concretizar essa ação naquele momento. Foi apenas no final de 2019, com a ajuda de dois alunos, William Gomes e Jeferson Souza, que o projeto saiu do papel. Esses alunos me deram o suporte técnico para gravar, assim como trabalham no processo de edição dos vídeos.

O feedback está sendo muito positivo. As pessoas parabenizam pela iniciativa e me estimulam a continuar com esse trabalho. Penso que um dos aspectos mais bacanas da série no YouTube é democratizar o acesso a informação, tornando o conteúdo da disciplina História do Ateísmo acessível para pessoas que se encontram em várias partes do país.

Ateu Poeta: 6-Deixe seu recado para novos ateus e agnósticos que já foram religiosos. O que você acha que deve ajudar com a crise existencial que os primeiros momentos de dúvida até o momento de virar ateu que a maioria dos ateus sente. 

Ricardo Oliveira:  Essa não é uma questão fácil de responder. No Brasil, a gigantesca maioria das pessoas nasce em um lar religioso e, mesmo que em muitas famílias não exista uma prática efetiva de ir a cultos e missas, a religião é um poderoso elemento de identidade e cimento social. Nessa circunstância, romper com a religião e se tornar ateu ou agnóstico é um processo muitas vezes traumático e determinado por fatores particulares. Para as pessoas que vivenciam esse processo no interior de uma crise existencial, acredito que um dos caminhos é buscar informação, conhecer mais sobre o que motiva a crise existencial e também conversar com pessoas que passaram por essa situação. Hoje em dia, com a internet, as possibilidades de interação e de acesso ao conhecimento são maiores. Ainda assim, as pessoas que rompem com a religião e se tornam ateias e agnósticas devem estar preparadas para censuras e discriminações que poderão sofrer, muitas delas iniciadas no seio familiar, pela dificuldade de aceitação do ateísmo.

Ateu Poeta: 7-Você acha que ainda é importante os ateus darem seu depoimento sobre como viraram ateus ou que agora é o momento apenas de se aprofundar nos estudos, o chamado ateísmo teórico, ou uma coisa não exclui a outra? 

Ricardo Oliveira:  Eu penso que uma coisa não exclui a outra. Vejo como importante pessoas falarem sobre como se tornaram ateias, até mesmo para fornecer subsídios para outras pessoas que possuem dúvidas sobre o assunto refletirem sobre o que é ser ateu e ateia. Vejo isso ocorrer em muitos grupos no Facebook. Por outro lado, o estudo do ateísmo teórico ajuda a aprofundar o entendimento sobre a própria existência desse grupo na sociedade. Um estudo que, diga-se de passagem, ainda é muito incipiente na universidade brasileira.

Ateu Poeta: 8-Qual o principal autor ou quais os principais autores que você indica sobre a questão ateísta?

Ricardo Oliveira:  Eu recomendaria alguns dos autores que usei em sala de aula. Para o conhecimento de uma abordagem mais ampla sobre o ateísmo eu mencionaria os livros de Julian Baggini (Ateísmo: uma breve introdução), de George Minois (História do Ateísmo) e o livro organizado por Michael Martin (Um mundo sem Deus. Ensaios sobre ateísmo). Já para quem quiser se aprofundar no assunto, eu indicaria os autores que desenvolveram reflexões sobre o assunto, como Ludwig Feuerbach, Karl Marx, Nietzsche, Sigmund Freud, Jean-Paul Sartre, Bertrand Russell, Sam Harris e Richard Dawkins.

Ateu Poeta
Mato Grosso do Sul-Ceará
06/01/2020
Entrevista via Facebook

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

ENTREVISTA COM ELAINY CRISTINA

https://jornaldelfos.blogspot.com/2019/11/entrevista-com-elainy-cristina.html
ENTREVISTA COM ELAINY CRISTINA


Aroldo Historiador: 1_ Quais as principais dificuldades que os cadeirantes encontram em seu cotidiano que as outras pessoas normalmente não lembram?


Elainy Cristina: 1- Do respeito por um deficiente ( pois deixamos de ser vistos como ser humano, passamos a ser vistos como uma pessoa de outro mundo ou que estamos com alguma doença contagiosa). 

Pois o comportamento é outro; as pessoas não consegue ver que é uma pessoa normal, só que tem momentos, não de exclusividade, mais de algumas prioridades, dependendo do segmento ou deficiência. 

Queremos que o local seja redirecionado pra todos poderem entrar em um estabelecimento. Se uma pessoa faz um comércio ele no mínimo coloca portar para as pessoas poderem entrar ,então pra nós, se tiver degraus vai nos impossibilitar de entrar, como se o comerciante tivesse feito o comércio sem porta

Como as pessoas vão entrar para comprar o que precisam, nesse caso? O que eles mais esquecem é que merecemos respeito e que estamos ali como qualquer ser humano que precisamos de condições adequadas pra gente também poder entrar, fazer, participar ,comprar e mais coisas que precisamos e o principal: ter o direito de ir e vir naturalmente .

Aroldo Historiador: 2_ O que, na sua visão, falta em Pacoti para que exista acessibilidade de fato?

Elainy Cristina :2-Vontade, pois é uma cidade pequena e turística. Nem nós da cidade podemos usufruir das coisas que a cidade tem ou mesmo no dia a dia como um deficiente visual vai andar na cidade sem nenhum piso tátil nas calçadas? Pois, todas são irregulares, todas de altura diferente. Pois, elas são de toda a comunidade, se não pode mudar todas ao menos no centro da cidade e nos locais públicos como: comércios, pousadas, colégios, quadras se fossem adequadas com rampas piso tátil.



E em reuniões e eventos populares e em colégios com educação inclusiva também ter intérpretes pras pessoas surdas, ou não tem na cidade? 



Vocês sabem que não têm pousadas em Pacoti que um deficiente possa ir passar o fim de semana? Aliás, só tem uma e um chalé: a Estância Vale das flores e um barzinho com um banheiro adequado para receber os PCDs [pessoas com deficiências] o Café com Verso. Não tem mais nenhuma. Já liguei, perguntei, questionei, e não tem um quarto acessível com banheiro com barras portas largas rampas, quarto grande, e poder andar por todo o local da pousada. 



E ter o respeito pois se você pensar que você pode ficar ou ter alguém na família, você vai pensar diferente. E pra que servem as leis quando estão fazendo as pousadas e as fiscalizações arquitetônico na cidade? Pois esses arquitetos têm a obrigação de saber dessas normas e fiscalizar pra que elas sejam cumpridas pela Prefeitura da cidade .



Aroldo Historiador: 3_ Do que você mais sente saudade de fazer?


Elainy Cristina: 3- Pra lhe falar a Verdade é falta de me ajoelhar quando vou rezar e o desejo de dançar com os meus filhos e com o meu esposo. Mas, na verdade mesmo, é de ser vista como uma pessoa normal, pois não é agradável chegar em um local e olham pra você como uma pessoa de outro mundo. 



E também do mar e fazer o que eu fazia antes de trabalhar, de dirigir, de andar, correr. kkkkkk são coisas fúteis, mas é mais vaidade ou vontade kkkk de ser eu como era antes, e tenho consciência que não será tão fácil e rápido; se vier será um milagre, que tenho muita fé e também ralado muito, muita fisioterapia pra melhorar um pouco porque aqui em Fortaleza não tenho um local ou experimento de você voltar a andar. 



Não sou famosa pra ser patrocinada e poder colocar células tronco, que no Brasil não é permitido, e só tem em Salvador, mas nós sabemos que isso a política brasileira não quer desenvolver tecnologicamente, eles querem só fazer um trabalho paliativo não curar, querem vender remédios; isso já vai pra outro lado, a falta de poder político. 



Mas, vamos voltar, a minha saudade mesmo é poder ficar de joelho ao rezar, poder dançar com os meus filhos e meu esposo, ser vista normalmente como antes e fazer as coisas que eu fazia que não será tão fácil. Mas, entrego nas mãos de Deus, Ele sabe o que está feito pra minha vida, pois o meu livramento ele já me deu, que foi me deixar viva pra continuar a minha vida com meus familiares e amigos.



Aroldo Historiador: 4_A sua visão de mundo mudou muito com esse modo de vida atual?



Elainy Cristina: 4- Eu já vinha nessa linha de ajudar às pessoas até LIBRAS fiz em uma empresa que trabalhei. Mas, mudamos sim, o meu desejo foi de querer ajudar, mas estar mais com meus familiares, coisa que eu trabalhava demais e não saía muito com os meus filhos, isso eu mudaria; antes estar mais com eles, isso me dói muito porque eu não usufruía muito a vida com os meus filhos.



E vejo que agente perde muitos direitos; tudo pra gente já é difícil por ser mulher e mulher deficiente aí que o negócio fica difícil, não impossível, mas mais complicado pra nós. 



Imagina, acontece uma discussão em um local que você está, todo mundo corre e você não pode fica parada e ninguém lembra de você. É horrível isso. 



Então, a visão muda mais de ver que a gente perde muito os nossos direitos, temos que lutar mais pra fazer acontecer. E damos mais valor às pequenas coisas, à família, estar juntos com os filhos e familiares, que agora já são independentes. Aí você vê que perdeu um tempo grande de deixar eles e viver trabalhando .



Aroldo Historiador: 5_quais as mudanças que você gostaria de ver no mundo, nesta ou nas próximas décadas do século XXI?


Elainy Cristina: 5- Eu vejo que temos três tempos na vida pra se planejar, principalmente pra acontecer as mudanças em um local ou vida.

-Pequeno prazo: realizar campanhas educacionais sobre os PCDs, planejamentos arquitetônicos pra cidade e fiscalização efetiva pra mudança dos locais, cursos de intérpretes para pessoas de cada secretária pra poder se deslocar para eventos e reuniões que tenha surdos, planejamento dos locais pra colocar o piso tátil, 

Médio prazo- Cobrança efetiva dos locais populares pousadas comércios, escolas, quadras para os PCDs poderem andar e participar de eventos que tenha na cidade, implantação das escolas inclusivas para os PCDs e intérpretes nas escolas e locais públicos que tenham eventos e reuniões como na Câmera de Vereadores e outros, implantação de um centro para pessoas com deficiência onde será um local que ele encontrará cursos,esporte treinamento para futuros profissionais, transporte para o deslocamento dessas pessoas estarem nos eventos da cidade, locais de fisioterapia diária para as pessoas que sofreram AVC,lesão medular, amputação, acidente que afetou o sistema nervoso, onde esse local será pra que a pessoa, logo que voltar de seu tratamento no hospital, ter condições pra pode voltar à vida o mais normal possível, investimento da criança como a síndrome de doenças raras: síndrome de dow, esclerose múltiplas, e todos os tipos de deficiência sem distinção da infância ao idoso. 

Longo prazo- todos os projetos já estarão sendo aplicados para uma vida digna pra todos viveram em comunidade, pois hoje ninguém vê um deficiente. Será que essa cidade não tem? Ou estão impossibilitados de poderem sair de casa e poder ter uma vida de qualidade? Aplicação de todos os direitos preservando à vida dos PCDs, pois é difícil a vida, mas não impossível, quando se tem fé e esperança acontecem as mudanças. Pois, o futuro só a Deus pertence e todos nós merecemos viver com a mesma qualidade de vida.


Ateu Poeta
10\03\2016
Entrevista via Facebook
Pacoti-Fortaleza-CE

ENTREVISTA COM O PROFESSOR PAULO SÉRGIO VIANA

ENTREVISTA COM O PROFESSOR PAULO SÉRGIO VIANA

O Professor Paulo é ex-professor de Filosofia e atualmente mora em Pacoti-CE

Aroldo Historiador 1:_ Quando você começou a produzir literatura?

Prof. Paulo:_ Não tenho uma data precisa, mas em 1978 já tentava escrever poemas. Naquele ano, a pedido de um amigo, músico, fiz uma letra que ele musicou. Tomamos conhecimento de que estavam abertas as inscrições para o Festival Universitário da Canção, da UFC. Nos inscrevemos, com a música que intitulamos “Valsinha para Célia”, sem compromisso nem expectativa, visto que, artistas consagrados de Fortaleza participariam. 

No entanto, fomos vencedores do festival. Entusiasmado com a vitória, passei a escrever mais poemas. Em 1979, com a parceria de amigos e amigas poetas, publicamos um livro de poemas, cujo título era “Voo Livre, Pés no Chão"

Houve um intervalo longo, sem produção e publicação, até que, em 1989, meu texto infantil para teatro “Robob, o Robô que queria ser gente", foi encenado, durante dois anos em teatros e colégios de Fortaleza. Com esse trabalho, ganhei o prêmio de “Destaque do Ano de Autor”, de 1990, na solenidade anual de premiação do teatro do IBEU-CE, promovido pelo Grupo Balaio.

A.H. 2 :- Quantos livros publicou até agora?

Prof. Paulo:_ Foram dois. O primeiro, já mencionando, foi uma coletânea de poemas com outros autores. O segundo, um romance psicológico, cujo título é “Sementes da Transformação”, publicado por uma editora do Paraná, em 2009, através de um programa para novos autores.

A.H. 3 : - A Filosofia ajuda a melhorar a escrita?

Prof. Paulo:_ Eu diria que a leitura, em geral, ajuda a melhorar a escrita na forma e no conteúdo. Podemos dizer que a Filosofia contribui muito para a crítica e para a autocrítica e, consequentemente, para o aperfeiçoamento do que escrevemos.

Prof. Paulo: 4: - Como o senhor enxerga o Brasil durante a Ditadura Militar e após?

Malgrado, ter convivido com a ditadura militar em seus tempos mais cruéis, quando era muito jovem, pois quando ela foi deflagrada eu tinha apenas nove anos, leituras e observações, me fizeram repudiar completamente esse período tenebroso da história brasileira. 

Até quatorze anos de idade, morava em minha cidade natal, Várzea Alegre. Não tinha muitas informações sobre a ditadura, até porque não existiam. Mas, ao me mudar para Fortaleza, no auge dela, em 1970, comecei a perceber que não existia liberdade de expressão, tudo que fosse publicado teria que se submeter a uma comissão de censores da policia federal, pessoas eram presas e desapareciam, ou por morte, ou por prisão. 

Muitos eram jogados no mar, de aviões. Outros eram torturados até a morte, alguns tiveram que fugir do país. Um primo foi preso porque participava do movimento estudantil. A repressão era violentíssima. Não existiam associações, sindicatos, enfim, qualquer organização era proibida. E a propaganda governamental impunha um sentimento nacionalista, veiculando nossas belezas naturais, estimulando o patriotismo. 

Mas, na clandestinidade, brasileiros e brasileiras lutavam por liberdade e justiça. Dentre eles, nossa Presidente atual. Já nos anos oitenta, quando a abertura política estava se consolidando, eu e outros amigos do movimento sindical fazíamos uma convocação para uma greve dos previdenciários, pregando cartazes, quando fomos abordados por um agente da polícia civil que disse que o delegado de plantão queria falar conosco. Fomos, conversamos, ele confiscou nosso material e, depois, nos liberou.

AH.: 5: _O que pensa a respeito de quem hoje pede a volta da ditadura no Brasil?

Prof. Paulo: Tenho dois sentimentos em relação a essas pessoas: Um deles é, no primeiro momento, de perplexidade diante de tamanha loucura ou ignorância da História e do que significa militares no poder. 

O outro, é um temor de que a serpente do fascismo esteja produzindo seus ovos e eles já estejam “pipocando” em meio às manifestações contra o governo popular do PT. Espero que não vinguem.

A.H.: 6- Está com alguma obra inacabada que ainda virará livro?

Prof. Paulo: _Tenho dois livros praticamente prontos. Outro romance, que está em fase de revisão, mas que precisa ser olhado com mais dedicação, por se tratar de um tema complexo, relacionado com o destino da humanidade e do universo. E outro, de poesia, faltando apenas uma seleção mais rígida dos poemas a serem publicados. A publicação exige recursos financeiros e isso é um obstáculo.

Ateu Poeta
23/02/2016
Entrevista via Facebook
Pacoti-Ceará

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ENTREVISTA COM CRISTINA RANGEL

ENTREVISTA COM CRISTINA RANGEL

Cristina é natural de Cabo de Santo Agostinho-Pernambuco e faz parte da NOP-Nova Ordem da Poesia no Facebook.


Ateu Poeta 1: _ Quando você descobriu que estava com fibromialgia?


Cristina: _Há 6 anos passei a ter fadiga constante, procurei diversos médicos de diversas áreas, inclusive chegando a psiquiatras e neurologistas que inicialmente diagnosticaram como depressão, isso acontece muito, já que não existe especialistas para a fibromialgia. 

Foi uma sucessão de diagnósticos incorretos, e somente a 18 meses consegui um médico que deu uma diagnóstico preciso e a partir desse diagnóstico que é feito apenas com a apalpação de locais específicos do corpo e somado a outros sintomas pode ser conclusivo. 

Não existem exames laboratoriais ou de imagem que detectem a fibromialgia, dei início a um tratamento em que tenho tido bons resultados.

AP 2:_Como você lida com esta doença? 


Cristina:_Com a consciência de que se trata de uma doença ainda sem cura, embora as pesquisas tenham avançado nesse sentido e grupos de pessoas diagnosticadas com fibromialgia, estejam se unindo para que o governo apoie os pacientes e capacite profissionais numa área para atendimento e diagnóstico correto na rede pública de saúde, e da mesma forma possamos ter direitos civis para aposentadoria por exemplo, pois ainda não podemos nos aposentar por Fibromialgia, mesmo sendo uma doença altamente debilitante. 

Então, ter esperança e calma são fundamentais no dia a dia de um fibromiálgico, eu procuro não deixar a fibromialgia como personagem central da minha vida, apenas como um processo como qualquer outra enfermidade crônica. 

AP 3:_O tratamento é complicado?


Cristina:_ A fibromialgia tem um grupo de sintomas que variam de intensidade de acordo com o paciente, então os tratamentos variam de acordo com esses sintomas em cada paciente. 

Mas de modo geral o tratamento é feito com anti-inflamatórios, analgésicos, complemento vitamínico, exercícios físicos e terapias auxiliares e em alguns casos o uso de ansiolíticos também é empregado. 

Os sintomas são: Dor em 11 pontos do corpo (constante), Sensibilidade na pele que causa sensação de queimação, Frio nas extremidades (pés e mãos) , falta de concentração, fadiga constante e sede insaciável. 

Esses sintomas quando ocorrem todos de uma só vez causam as crises, que como disse variam de paciente para paciente e por isso são tratados de acordo a necessidade do paciente e seu histórico médico. 

O que todos nós somos aconselhados de forma igual é nos manter em movimento praticando um esporte da nossa escolha e a terapia com psicólogos, pois é muito exaustivo lidar com tantos sintomas, e readaptar a nossa rotina. 

AP 4:_Que dica você daria para quem é diagnosticado com fibromialgia? 


Cristina:_Eu diria a um paciente fibromiálgico, que não tentasse convencer as pessoas que as suas dores são reais, que não se permita dar ouvidos as pessoas que não compreendem todos os sintomas e as crises. 

Que já temos dores demais, e não precisamos da dor da incompreensão e que fale como se sente para as pessoas que realmente se importam em estar presentes em sua vida. 

E que respeite seus limites, físicos e emocionais.

AP 5:_ Você é uma das poetisas que fazem parte da NOP (Nova Ordem da Poesia) no Facebook. Fazer poesias ajuda a esquecer um pouco ou a suportar melhor ao desabafar o que sente de forma poética?

Cristina: _ Sim. A poesia veio antes da fibromialgia, mas hoje ela é uma válvula de escape em momentos de crise e dores intensas , através dela tenho conseguido sensibilizar pessoas e chamar atenção para pessoas que convivem com fibromialgicos e que reconhecem os sintomas neles e os incentivam a buscar ajuda médica. 

A poesia é sem dúvida para qualquer mal um lenitivo, que bem empregado gera bem estar, eu recomendo em alta dosagem para todos, fibromiálgicos ou não.


Obrigada pela oportunidade.


Eu gostaria de fazer algumas ressalvas, sobre o que eu disse na entrevista, aproveitando o espaço que foi oferecido gentilmente, para que não ficassem dúvidas, e em consequência disso ocorresse um desserviço aos amigos fibromiálgicos. 



Seguem os esclarecimentos:
     Sobre o exame de apalpação o médico procura 18 pontos dolorosos no exame clinico, localizando 11 pontos já é considerado Fibromialgia, esse é o meu caso.
      Também sobre não haver uma categoria médica específica na medicina, esclareço que os médicos reumatologistas, estão capacitados a fazer o diagnóstico da fibromialgia assim como outras doenças que causam dores crônicas. 
        Existe também a SBED - Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. que faz estudos da Dor e podem também ajudar as pessoas que suspeitam ou já são diagnosticados como fibromiálgicos e outras doenças que causam dores crônicas. 

        _Outro ponto que quero esclarecer, é que o sintoma de Sede Insaciável, ocorre com menos frequência que os demais, e que ainda está em estudos, mencionei-o pois eu sou uma das pacientes que tem esse sintoma, alguns médicos sugerem que seja apenas um efeito colateral das medicações que uso, ou usamos, já que no grupo de terapia de dor que frequento, outros pacientes não tomam medicamentos iguais e sofrem desse mesmo sintoma. 

        Fiz essas ressalvas à pedido de Sandra Santos do grupo Abrafibro Assoc Bras Dos Fibromiálgicos aqui no Facebook, as minhas colocações foram de forma absolutamente pessoal, baseada em minha vivência dos últimos 10 anos, mas considerei justo o pedido já que tive o espaço cedido com a intenção de levar informações sobre a Fibromialgia, Com isso, agradeço novamente o espaço oferecido pelo amigo Aroldo Historiador. Obrigada.

        Ateu Poeta
        Entrevista realizada via Facebook dia 05/11/2015

        ENTREVISTA COM WASIL SACHARUK

        ENTREVISTA COM WASIL SACHARUK

        Wasil Sacharuk é de Pelotas-Rio Grande do Sul, criador da NOP-Nova Ordem da Poesia e outros grupos afins de literatura como o Balcão de Poemas e o Carabook e Inspiraturas.

        Ateu Poeta 1:_ Desde quando você promove ações em prol da literatura na internet?

        Wasil Sacharuk:_  Meu primeiro envolvimento efetivo com a literatura se deu em 2008, quando me aventurei a escrever meus primeiros textos. 

        Eu imediatamente queria ter meus textos lidos, ao passo em que também almejava aprender com outros escritores mais experientes, todos envolvidos num contexto solidário e colaborativo. 

        Desde então, proponho oficinas virtuais de criação, nas redes sociais, que podem favorecer tal contexto. Logo, note que, em última instância, minhas ações são focadas no meu próprio desenvolvimento, no entanto, fico feliz quando outros escritores possam beneficiarem-se quando envolvidos nos meus projetos.

        AP 2:_ Quantos livros você já lançou em parcerias até hoje?

        Sacharuk:_ Até o momento já publiquei quatro livros em co-autoria: "Catilinárias" (2009), com Luciana Brandão Carreira"Catilinárias II", com Luciana Brandão Carreira e, ainda, Aline de Mello Brandão e Antonio Kleber"Da Janela Virtual" (2011) com Decimar Biagini e "InspiraturasLab (2014)", com Dhenova

        Ainda sonho em publicar algo em parceria com a poetisa Lena Ferreira.

        AP 3:Qual a melhor coisa de conviver virtualmente com outros literatos?

        Sacharuk:_Percebo meu envolvimento com a Literatura tal uma oficina, um laboratório de experimentos com as palavras. 

        Tudo sempre ocorreu de modo empírico ou pragmático. Não me enquadro como um literato no sentido restrito do vocábulo. Para me enquadrar, precisaria dominar uma amplitude de leituras e conhecimentos aos quais não possuo. 

        Mas o que há de melhor no convívio com outros autores oficineiros é a possibilidade sincera da troca de experiências. Todos aprendemos e nos desenvolvemos tanto no âmbito da escritura quanto no pessoal.

        AP 4:_ Quantos sites você criou em prol do projeto Nova Ordem da Poesia?
        Sacharuk:_Para o projeto Nova Ordem da Poesia, NOP, criei um fórum no extinto Orkut e um blog, também atualmente inexistentes. 

        Há um grupo no Facebook, bastante conciso e informal, com alguns poucos escritores remanescentes do movimento.

        AP 5:_ O que você acha que precisa acontecer no Brasil para que os autores possam publicar mais livros?.

        Sacharuk:_Publicar mais livros no Brasil é uma utopia ou, no mínimo, um projeto de muito longo prazo. Um povo que mal sabe ler, sob os auspícios de lideranças políticas que também mal sabem ler e não privilegiam a cultura e a educação, não terá súbito interesse pela literatura. 

        O cidadão necessita comer para poder aprender, aprender para poder ler (e votar, e exigir...) e, finalmente, ler para poder comprar livros.
        Ateu Poeta

        Entrevista realizada via Facebook dia 06/11/2015

        ENTREVISTA COM ROBSON JÚNIOR

        https://jornaldelfos.blogspot.com/2019/11/entrevista-com-robson-junior.html
        ENTREVISTA COM ROBSON JÚNIOR

        Robson Júnior é mais um jovem que foi agredido por fazer manifestações, neste caso em particular contra uma taxa de lixo instituída pela prefeitura no qual o jovem se vê em posição contrária por ver a taxa como excessivamente abusiva.

        Movimento iniciado na cidade de Embu das Artes-São Paulo.

        Ateu Poeta 1: _Como foi o protesto contra a taxa do lixo?

        Robson Júnior: _Foi suspensa a taxa judicialmente..., eles podem recorrer, ou prefeito mandar um projeto de lei jogando para os vereadores...., CONTINUAMOS na LUTA obtivemos uma vitória que deu fôlego ao movimento e a pressão popular.

        Ateu Poeta 2: _Quando foi o primeiro dia e irá até quando o movimento?

        Robson Júnior: _Estamos mais de 27 dias na LUTA..., a única possibilidade que o movimento vê é a REVOGAÇÃO dessa taxa abusiva, iremos até o fim....

        Até que seja revogada!

        Como foi essa coisa de você ser algemado? E que polícia é essa daí que faz isso, é uma PM à parte?

        Robson Júnior:_ Guarda Municipal do município..., algemado fui por liderar e usar a única ferramenta democrática que foi minha voz...., já era o alvo do governo fraudulento por se mostrar contra o governo golpista

        Ateu Poeta 3: _Esta guarda municipal já existia antes ou foi criada neste ano?

        Robson Júnior: _Já existia!

        Minha colocação é a extinção dessa ferramenta de repressão e violência em cima do povo...., tem vídeos como foi no meu Facebook só dar uma procurada lá pro dia 9

        Ateu Poeta 4: _Considerações finais?

        Robson Júnior: _Movimento nasceu através da revolta da classe dos trabalhadores da cidade de Embu Das Artes, com uma taxa jogada na surdina no colo dos trabalhadores. Somos contra essa taxa abusiva e contra a repressão.

        Ateu Poeta
        17/08/2017
        Ceará-São Paulo, entrevista concedida via Facebook
        Anexos: 



        ENTREVISTAS COM DANIEL EDSON

        https://jornaldelfos.blogspot.com/2019/11/entrevistas-com-daniel-edson.html
         ENTREVISTAS COM DANIEL EDSON

         Daniel Edson é advogado e professor em Campo Belo-Minas Gerais e dá aulas gratuitas de cursinho para o ENEM desde 2014.

        Ateu Poeta:1 :_ Você criou esse projeto de cursinho intensivo aí em Campo Belo?

        Daniel: _Sim.

        AP: 2: _ Tem recebido alguma ajuda?

        Daniel:Não.

        AP: 3: _ Os estudantes que aparecem são interessados?

        Daniel:E muito Aroldo. Pro indivíduo se interessar em estudar depois de um dia todo de 'estudos particulares' e sua jornada de trabalho (a maioria) é preciso ser muito valente.

        AP: 4:_Onde são ministradas as aulas e em qual período do ano?

        Daniel:_ As aulas estão sendo ministradas em uma escola estadual aqui de Campo Belo às quintas-feira, de 18:00 às 22:30 horas.

        AP: 5: _ Deixe algumas dicas de estudos para provas como ENEM e outros vestibulares.


        Daniel: _ Recomendo a leitura de provas anteriores, e é sempre bom estar atento a novidades, ver o tipo de questão que é cobrada e a forma com que é estruturada por cada exame.


        AP: 6:_Quando e por que você resolveu criar esse projeto?

        Daniel :_Este projeto foi criado em 2014, já próximo a data do exame. Foi criado justamente para ajudar os alunos que não possuíam quaisquer condições de custear um estudo 'extra'..

        AP: 7:_Deixe seu contato para quem desejar participar das próximas aulas do Intensivo Preparatório para o ENEM com você.

        Daniel :_ E-mail: advdanieledson@yahoo.com.br
        Tel: (35) 3831 1706 ou  9-9937 8108

        O perfil de Daniel no Facebook é:

        Ateu Poeta
        Entrevista realizada via Facebook em 03/11/2015