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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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sexta-feira, 30 de março de 2012

ANONYMOUS PRETENDEM DERRUBAR INTERNET NO MUNDO TODO


ANONYMOUS pretendem derrubar internet no mundo todo, dentro da OPERAÇÃO MARÇO NEGRO.

A partir do dia 31/03/2012, por período indeterminado.

ATEU POETA

quarta-feira, 28 de março de 2012

MORRE MILLÔR FERNANDES


Morreu de falência múltipla de órgãos o jornalista, cartunista, desenhista, escritor, roteirista de cinema, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes.

ATEU POETA

terça-feira, 27 de março de 2012

Foi hoje pela manhã

Solto os verbos com as rimas
Loucura sob o céu que observa
Fortes são minhas asas que vão ao vento
Fazendo do meu mundo minha quimera.

Sem bússola e sem direção
Emoção no contato com novos povos
Povos com ritmo, sem inadequação
Que eternizam a ação do tempo.

Nas paredes descascadas das igrejas
Visíveis imagens do envelhecimento
Desmascaram as pelejas
Nas esquinas religiosas.

Joelhos ao chão em devoção
Entregam-se ao fado hipotético
Aproveito e solto meu canto poético
Afiada e desafinada oração.

Na saída não apago a luz
Entregue ao provável destino
Com estilo de esporte fino
Nos pés um belo bico fino.

Charuto cubano no boca
Fito no horizonte o disparate
Aceno para qualquer boa pessoa
Quero à toa uma guarida.

Volto do meu voo imaginário
Toquei o belo azul turquesa
Preservo com idoneidade e clareza
O que ponho no papel da minha vida.

André Anlub


Imagem: arq. pessoal

sexta-feira, 23 de março de 2012

TRIBUTO A CHICO ANYSIO



Meu nome Márcia Denise, mas podem me chamar pelo nome artístico: Madê Corrêa. Paulistana que mora em Bauru a mais de 20 anos e adotou essa terra como sua de coração.
Sou atriz, diretora teatral, dramaturga e produtora...
Hoje saí para dar aula no Curso de Produção Audiovisual na FIB em Bauru, onde sou docente na Oficina de Direção ás 18h e só voltei quase 21h30.

Mas antes dei uma espiadinha nos sites de notícias para saber novidades a respeito do Chico Anysio...
Hoje pela manhã li no jornal que ele não estava nada bem...
Passei o dia todo meio angustiada, mas com uma certeza enorme de que o Grande Chico não nos deixaria.
Como pude imaginar uma heresia dessas? 

Por que ele não iria se encontrar com seus amigos numa outra dimensão?
Por que ele não iria fazer o povo todo rir lá em cima...ou lá em baixo, sei lá? 
Todos sabemos que Chico Anysio era o cara mais ateu que qualquer pessoa poderia imaginar. Mas mesmo assim ele sempre dizia: ”Sou ateu, graças a Deus!”, fazendo piada dele mesmo.

Porque o Chico não contava piada, ele era a própria piada...A piada pronta, na hora certa , no dia certo, no local certo e sempre dirigida à pessoa certa...
Não precisava falar palavrão para ter graça porque sua fala , apenas seu modo de falar já nos fazia rir...rir muito.

Aprendi com Chico Anysio, não pessoalmente, é claro, pois não tive esse prazer, mas através de suas personagens que o ator é antes de tudo um contador de causos...Causos como os do Pantaleão que perguntava à sua mulher: “-Mentira, Terta?” ao que ela respondia: “-Verdade!”. E eu me esborrachava de tanto rir...

E quando o Professor Raimundo fazia suas perguntas a seus estimados alunos e recebia as mais escabrosas respostas? Rachava de rir...

Quanta gente teve emprego até o fim de seus dias, por causa da Escolinha do Professor Raimundo. Quanto ator a quem ele estendeu seus braços carinhosos e disse: “Vem cá! Vem trabalhar comigo.Você é muito bom!” , quando todos nós sabemos que no nosso país viver de arte é apenas privilégio para poucos.

Mas Chico Anysio sabia disso e por causa disse é tão querido e vai fazer tanta falta entre nós.
Como agora a Salomé de Passo Fundo vai conversar com a Dilma Roussef?
Como fazer o Coalhada encontrar com o Neymar na Copa do Mundo para pedir uma chance, um autógrafo?

Como levar o Justo Veríssimo para o Senado numa reeleição em que só ele pode ser chamado, depois da tal da Ficha Limpa?

Como pedir ao Painho para dar uma chegadinha às escadarias da Igreja do Bonfim em dia de muita água?

Como mandar o Alberto Roberto fazer uma entrevista com o Boni depois do lançamento do seu livro?
Quanta coisa deixará de ser contada. Quanta história não iremos mais ouvir e muito menos rir, porque o Chico...aquele Chico...o velho Chico, que insistíamos para não estar velho e sim um pouco fora dos 40 anos, é, minha gente, o Chico se foi.

O pior é que nem sabemos pra onde...Ele não deixou o mapa e nem o endereço de correspondência....Nem no GPS a gente encontra ele mais...

O e-mail dele? Esqueçam! A caixa de endereço eletrônico está lotada e volta tudo...
Por isso que escrevo por aqui....

Chico Anysio, hoje, 23 de março de 2012 , vai a minha grande homenagem que não pude dar em vida, por morarmos tão distante...Mas agora a distância aumentou ainda mais e eu já sinto saudade antes mesmo de todos se despedirem de você.

Vai em paz, Chico! Brilhe por todo esse imenso palco onde todos os seus amigos antigos estão lhe esperando para o aplauso final!

Com muito carinho e admiração da atriz MADÊ CORRÊA!

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A notícia da morte de Chico Anysio:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dos Outonos

Já é outono...
Já é beleza.

Natureza com realeza e seus adereços
O endereço com a maior certeza...
É não esquentar cabeça com nenhum transtorno.

Há uma cidade com um parque no centro...
Não é o Central Park!

O amarelo e o carmim abrem o caminho
E mesmo sozinho nunca me perco.

Há uma casa com uma árvore muito cheia
No outono ela emagrece, fica mais bela
Pela janela, estupefatos, todos emudecem...

Contemplando perguntam aos quatro ventos...
“Merecemos viver essa formosura?”

Já é outono...
Já é loucura.

André Anlub



Imagem: web

terça-feira, 20 de março de 2012

REVOLUÇÃO



REVOLUÇÃO
(versão soneto)

Sonhei com um mundo diferente
Eu não podia acreditar
Em tanta coisa dessa gente
Tão estúpida e atroz

Mais um dia, sigo em frente 
Temos que acordar
Por que tudo que existe
Na essência é igual

Toda a beleza é igual a nós
Os monstros, o universo é igual a nós
Mendigo, deputado é igual a nós

Bancário ou favelado é igual a nós
Não deixe os poderosos no poder
Faça a revolução

ATEU POETA
7 horas da manhã
20/03/2012


segunda-feira, 19 de março de 2012

CÂNTICO PARA MARIA


Estendo as mãos em branda amargura
desejando que o mar dos meus olhos encontre,
a ardente estrela e nela descanse
A minha dor... extrema loucura!

Se o céu é distante, vejo-o incerto
Como o futuro que a mim se aflora
Desço ao Hades, procuro a razão
Não tenho ilusão... jovem senhora!

Mas se asas tivesse como o forte condor
Cortaria o espaço e o lívido vento
seria eterno, como eterno é o tempo...

Ao mar desceria, jovem senhora
Aos teus pés eu poria como o faço agora
O céu, as estrelas, a luz, a aurora!

Maria Tereza Rafael Rogel.

CALIENTE


Júpiter deitou-se comigo!
Fizemos do amor inesquecíveis momentos
Na languidez dos beijos infindos tormentos.....
E Júpiter derramou em taças de cristais
todo o amargor de um adeus,
entre dunas aos olhos de Zeus
sorvemos soluços e ais.
Desejos, ardência, nudez e abraços.
Galopamos nas asas do vento,
semente jogamos no tempo,
dormimos nos braços da sorte,
nos enlaçamos na morte
entre amores imortais!


Maria Tereza Rafael Rogel.


https://www.facebook.com/profile.php?id=100000158438927

O GUERREIRO SILENCIOSO


VENTO muda a paisagem
do inferno, o tempo
não quer parar a corrida,
Ando no meio de um banho de sangue,
MAS PREFIRO morrer
com o Cheiro da batalha
em minha boca.
Deito no campo das CABEÇAS cortadas,
e tento sonhar com um castelo de areia,
mas tudo não passa de Ilusão,
amanha é outro dia de Tortura.



domingo, 18 de março de 2012

RAÍZES


Criaste em mim a raiz do amor
Com teu olhar mortiço, lábios pedindo
Contatos febris, dividissem o calor,
Que subia no teu corpo, semblante lindo!
Enlouqueceste meu corpo e pensamentos
Quando, uma a uma, despiste tua pele, rindo
De minha admiração colegial pelo teu movimento
Seios redondos, sobressaiam botões, que mexiam
As minhas raízes cresciam, sem alimento
Numa ilusão queimada, pernas tremiam
E tu, senhora da tua certeza, gozavas o momento
Não me arrependo, minhas emoções não dormiram
Hoje que sei tudo isto foi com o tempo
Que mesmo ilusão sendo, teus desejos sentiram!
Quem dera, que o amor, fosse sempre assim,
Sem acontecer, nem ser, nos amássemos,
Só aos poetas é possível viver sempre amor sem fim!


Aquilino Teixeira

sábado, 17 de março de 2012

Decapitação à francesa

Por entre muros altos de pedras de arenito
Esquivando-se das cruéis flechas em fogo
Vejo-me invadindo a comarca inimiga
Na insensatez de um lúgubre rito.

Somente digo quem sou...
Abrindo mão de descer por um ralo depravado
Minha pulcra essência estará à mercê
Sei que só assim farei parte do seu legado.


Tenho a alma transbordando nesse doce momento
Um palpável amor que vai ao alto tormento
A devoção é promessa que nunca se viu abalável
Amparo é a certeza de jamais ser recusável.

Derramarei meu deleite ao máximo desatino
Seguirei suas pegadas nas areias quentes do destino
Em meus sonhos um querubim me confidencia...
Por trás dessa máscara negra há um mortal amável.

Por fim verá uma decapitação à francesa
Minha cabeça rolará por sobre o gramado
Na minha boca um sorriso estampado
Piscarei os olhos para a nobre condessa.

André Anlub


Imagem: web

terça-feira, 13 de março de 2012

COLONOS DE RONDÔNIA



(Foto tirada na década de 70 em Rolim de Moura., Rondônia.)
Colonos de Rondônia

Colonização da Amazônia
Uma nova marcha para o oeste.
Malária
Uma nova peste.
Novo El dourado?
Tão utópico quanto o outro.
Madeira, o ouro.
Os documentos chegaram!
O INCRA já decidiu
42 alqueires
Cacáio nas costas do púbere, aliviada está a do senil.
Filho no chão, no colo e na barriga
Casa de lona e ripa
Um rádio à pilha.
Um arrepio, roncos de onças errantes
E de para lá dos atoleiros
Veio o Pau-de-arara
Das margens do Brasil chegara
Trazendo os imigrantes.
Colonos de Rondônia
Heróis sem medalha
Homens sem cerimônia
Sorriso e cicatriz na cara
De suas faces não têm vergonha.

Thiago R. Rocha
04/03/2012

5° CEARÁ FESTE DE CAPOEIRA

sábado, 10 de março de 2012

Para Sylvia

Abra a porta e deixe a felicidade entrar
Conte à ela toda sua vida e suas histórias
Fale de suas amarguras e vitórias
Convide-a para um chá
Temos pão integral e frutas.

Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse momento aquele que nunca se esqueça
Vamos Sylvia, então escolha você...
Assim, de repente, sumimos para além dessa redoma de vidro
Para longe de uma coação em sua cabeça.

Diga em voz alta, exponha o que lhe faz falta
Abram todos, todas as janelas
Se for repressão ou depressão...
Ainda não está fenecida
Faça as pazes com a vida.
Invente que escrever é sua mazela.

Coloque mais um prato na mesa
Mais lenha na lareira e ajeite a cama
A alegria quer ficar.

Sylvia, não se vá...
As letras já estão em prantos.

Todas as pessoas que foram seus sufrágios
Agora estão deitadas em posição fetal
Com olhos encharcados...

Olhando o além, com suas poesias em mãos
Vivenciando o quão a vida é fatal
Descobrindo que nem a morte é em vão.

André Anlub

sábado, 3 de março de 2012

Ode ao Louco

Sente na carne o estrago que a trincheira do corpo deixa passar
Flecha que não era bem quista, disritmia foi-se a bailar
Casco inquebrável, por vezes tentado a traições.

Entre o espírito luzidio e a aura, há um fulgor de Foucault mais forte.
Persevera a bondade do antes e do agora
Ser altruísta de cumplicidade afortunada e contínua
Mostra com clareza, destreza e simploriamente, os “nortes”.

A altivez tem tratamento, seja por vezes até o suicídio!
Segurando forte em uma mão a vida moribunda...
Na outra mão a morte... Acalento que soa sem perigo

Suspenso pelo pescoço, com as canelas ao vento
No abismo vê-se isento de culpa, de dor e remorso.

Dimanem sacrifícios?
Não, chega de ignorância!

André Anlub


Imagem: web