sábado, 28 de julho de 2012

AO VENTO



AO VENTO

Ao vento,
como palavra solta
ao acaso dos dias débeis,
a flâmula construída com restos
do tecido rasgado da minha veste surrada...

vai no sentido oposto
da consciência,
vai no mais enérgico
da hora trêmula.

É um pedido de trégua,
para suspiro de paz
na incongruência
desta vida.

É o aviso de breve
respirar profundo,
ajeitar de argumentos.

Juleni Andrade