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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

CANAL ATEU DISPOR

CANAL ATEU DISPOR

Outra parceria que mantemos é com o canal #AteuDispor, um canal do Youtube de militância ateísta, informação e muito humor. #AvanteNaLuta!
 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

CANAL RICARDO RUSSELL

CANAL RICARDO RUSSELL

O Dr Ricardo Oliveira é um dos nossos parceiros no Youtube, canal dele se chama #RicardoRussell

Ricador Oliveira é criador da disciplina #HistóriaDoAtéismo, no Mato Grosso do Sul, escritor e agora também escreve no blog do Paulo Lopes, um dos ateus mais conhecidos na internet atualmente; e também já foi palestrante de cursos online, com inúmeras publicações de artigos em revistas e trabalha também para virar um futuro youtuber, com muito conteúdo, voltado principalmente para História do Ateísmo. Sigam lá o canal.

Neste vídeo, Dr Ricardo aborda a militância do ateísmo na União Soviética e o porquê do seu fim. Confira!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

AMIGOS DE INFÂNCIA

 


#AMIGOS_DE_INFÂNCIA

Autor Letra e Música: #ZéMaia Violão: #LenoSilva
Interpretação: #GláuciaReginaSD
A gente cresce juntos, O tempo esbarra, se separa e não dá mais as caras A gente fica mudo Por que se cala vendo a barra dessa vida cara II Depois que a gente cresce é que nota que padece Eita que vida boa! Todos juntos na lagoa ou na chuva forte Escondido atrás d’um poste ou na rua a rachar (passa pra cá que eu vou chutar) A vida é isso a gente sai do paraíso, pois nade é eterno E entra juntos nesse inferno Quando a gente cresce, tem que segurar a barra, tem que batalhar (um dia a gente chega lá) III Depois é que se encontra, lá na praia, lá no bar, nesse mundo sem fim E fala da felicidade que passou aqui E pede a Deus pro nosso filho ter uma vida assim (olha a galinha do vizinha) ASAS AZUIS Azul Cara cor de querelas O blues dos olhos dela Lápis lazule dos senhores Esplendor de mil bandeiras Orgulho de países e hinos Tua simples existência Faz feliz hirtos ferinos Do céu ao ultramarino Quantos por ti morreram? Continuas nas safiras Diamantes que esmeram Dos colibris mais belos Às mais raras flores #AteuPoeta
(#AroldoHistoriadorDePacoti)
Declamação: #GláuciaReginaSD

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Idade Real de Pacoti- Por #AroldoHistoriador #OVerdadeiroHostoriadorDePacoti


#IdadeRealDePacoti
Por: #AroldoHistoriador, #OVerdadeiroHistoriadorDePacoti
Neste jornal "#O_PACOTI", do acervo da minha mãe, a Professora RosimarBrito eu comecei a desvendar que a idade real da minha cidade estava errada durante um trabalho na disciplina #HistóriaDaAmérica1 no curso de #História pela #UVA_UniversidadeEstadualValeDoAcaraú, disciplina ministrada pela professora #MaríliaHolanda, em 2008.

Neste jornal consta um texto do senhor  #RaimundoLeiteEsmeraldo, que comparei com diversos outros documentos históricos, inclusive com os do IBGE, texto este que é até agora o mais completo e com menor número de erros sobre a História da cidade de #Pacoti.

No #JornalDelfos 2º edição impressa consta um texto meu chamado "#DadosIncongruentes" que provam que foram meus os interesses de criar o  #ArquivoMunicipalJoséAudísioDeSousa, um  #MuseuMunicipal  e #CorrigirAIdadeDePacoti.

Que sirva este como mais um dos registros desta História. Corrigi a Idade da cidade em #48AnosParaMais.

26/10/2018

terça-feira, 7 de julho de 2020

SOBRE EU SER JORNALISTA E HISTORIADOR


Uma reportagem minha foi eleita melhor e mais completa notícia em todo o provedor Ning.com em 2010 e assim permaneceu por alguns meses, o provedor me parabenizou e deixou a reportagem fixada em todos os seus sites na época. Isso na época do meu antigo site #AmigosVirtuais, que criei em extensão do meu Jornal Delfos-CE.

Outra vez, o meu site do Jornal Delfos-CE no provedor Net76.net foi elogiado pelo provedor por ter ficado com a plataforma mais bonita de todo o provedor e triplicou o nosso espaço além de promover um concurso para todos os demais usuários do provedor que conseguissem deixar as plataformas bonitas para dobrar o espaço dos 3 campeões por 6 meses, mas o meu site ficou com espaço triplicado diretamente e com tempo sem limite.

Também passei na seleção para concurso da Abraji-Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo duas vezes, pena que não consegui terminar nenhum dos dois cursos por motivos maiores e pessoais, mas aprendi muita coisa que me ajudou bastante nos blogs, sobretudo no Blog do Jornal Delfos-CE que está chegando neste ano em 300 mil visitas e tem por volta de 90 seguidores.

Ser jornalista a pelo menos 5 anos é um dos 5 quesitos básicos para ser #HistoriadorProfissional no Brasil, precisando cumprir no mínimo 3 quesitos, outro quesito que cumpro é ser formado a mais de um ano, me formei em 2010 e trabalho com jornal desde 2002, quando criei o Jornal Visarte, que neste ano estou resgatando, fazendo ele agora em blog, página e grupo no Facebook e Google.

Outro quesito que cumpro é que sou criador do #1ªArquivoPúblicoDoInteriorDoNordeste#ArquivoMunicipalJoséAudísioDeSousa, criado em 2009 por #Projeto_de_Lei criado por mim, minha mãe (também historiadora) e por um professor de História que ainda não cumpriu um 3º quesito para ser historiador de fato.

Além disso, eu ainda consertei a idade do município de Pacoti em 48 anos para mais, trouxe para Pacoti um projeto de #5MilhõesDeReais sem tocar em um só centavo, tudo foi para contratar pessoas de toda a região do #MacicoDeBaturité, no #Ceará; eu também criei uma associação cultural chamada #SEMPRE_SegmentoDeEstudiososDaMemóriaEPatrimônioRegionalDaSerraDeBaturité, que estou lutando para ter de volta e trocar o nome para #SegmentoDeEstudososDaMemóriaEPatrimônioem 2010, eu e minha mãe indicamos 3 pessoas para receber #ComendaDeCidadãoHonorário: Ex-Professora #LilairLuz#IrmãMargarida e Ex-Professora #NilceGomes (também ex-diretora escolar); e criei o texto para o #ProjetoDeLeiComenda #JoséAugustoDeOliveira, já aprovado na #CâmaraMunicipalDePacoti agora em 2018 por unanimidade. José Augusto foi considerado #PríncipeDosEscritoresBrasileiros e ganhou prêmios internacionais de literatura.
Em 2010 eu entrevistei o Jornalista Investigativo Fábio Oliva, também para o Jornal Delfos-CE, impresso e online (no blog e nos sites referentes a este; sites que não existe mais, apenas o blog, e agora há página e grupo do Jornal Delfos também no Facebook), que agora é um dos jornalistas TOPs da Abraji e ganhou o #PrêmioTroféuImprensa2018 de #MelhorBlogRegionalDoPaís além de ter entrado pra Abraji após ganhar um #PrêmioNacionalDeBravura por sobreviver a um atentado de um prefeito em Minas Gerais por conta de uma denúncia (este foi um dos 6 prefeitos que caíram pelas apurações jornalísticas de Fábio Oliva).

Em época de eleições me chamam muito até de analfabeto e eu passei de 2016 pra cá em 5 #ConcursosNacionaisDePoesia seguidos e ao todo já passei em 13 concursos artísticos, inclusive fiz parte como ator amador da trupe que tirou o #1ºLugarEmAutoDeNatalDoEstadoDoCeará em 2004, saiu na #TVDiário na época, assim como também já dei entrevista como Historiador para o #CanalUnifor em 2013, também para a #TVDiário.

Então, sim, eu sou Historiador, Ator, Jornalista Independente, Blogueiro, Literato, Letrista, Professor, Artista Marcial (Capoeira, Caratê, Defesa Pessoal, Muay Thay e Krav Magá), Segurança, Vendedor, Gerente de vendas, Atendente, Servente de Pedreiro, Humorista, Enxadrista e também pratico outros esportes como Futebol, Basquete, Caminhada, já tirei 3º lugar em concurso de desenho, e eu também adapto charges e nunca precisei da opinião de ninguém pra ser nada disso ou o que mais eu quiser ser. 

Além de tudo, eu também sei dançar forró e arranho no samba e outro ritmos pelas derivações de passos a partir da mistura que foram introduzidas no forró.

16/10/2018

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ENTREVISTA COM RICARDO OLIVEIRA

ENTREVISTA COM RICARDO OLIVEIRA

Ricardo Oliveira da Silva É Professor do Curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Nova Andradina (UFMS/CPNA). Doutor em História, especialista em História das ideias, com pesquisas em Teoria da História, História Intelectual Brasileira do século XX e História do Ateísmo. Seu canal do YouTube é este: https://www.youtube.com/channel/UC6kRh6qudVz7nv3ihZy81LQ/videos?view_as=subscriber

Ateu Poeta:1-Por que criar uma disciplina chamada História do Ateísmo e como foi a experiência?

Ricardo Oliveira: A disciplina foi criada com dois objetivos centrais que foram expostos na justificativa apresentada ao Colegiado do Curso de História: atender uma demanda social em decorrência do aumento verificado desde a década de 1980 pelo IBGE no contingente da população que se declara ateia no interior do grupo que é denominado de “sem religião”. Em 1980 esse contingente era de 1% da população e no Censo do IBGE de 2010 esse contingente chegou aos 8% da população. Há, então, um grupo com pouca representatividade nas pesquisas acadêmicas, o que leva ao segundo objetivo da criação da disciplina que é tentar preencher uma lacuna nas pesquisas realizadas nas universidades, onde o tema do ateísmo e da população ateia brasileira ainda é pouco estudado.

A disciplina, na condição de optativa, ou seja, complementar à formação acadêmica no Curso de História, foi ofertada aos alunos pela primeira vez em fevereiro de 2019. Acredito que a disciplina proporcionou uma experiência enriquecedora, especialmente pelo fato de o tema ser pouco conhecido pelos alunos, os quais demonstraram curiosidade, atraindo a atenção tanto de acadêmicos que se declararam ateus e agnósticos, quanto de alunos religiosos. Quando a disciplina foi concluída muitos alunos afirmaram que as discussões feitas em aula permitiram que eles revissem visões estereotipadas que tinham sobre o ateísmo. Saliento que em nenhum momento a disciplina teve como objetivo “converter” pessoas ao ateísmo, mas analisar historicamente a construção e especificidades de visões de mundo ateístas e de ação social dos ateus.

Ateu Poeta: 2 - O que você pensa sobre os movimentos de ateus unidos na política para defender o Estado Laico e até mesmo combater a bancada evangélica? Você já viu algo a respeito? 

Resposta: Vou começar minha resposta pela segunda parte da questão. Sim, eu tenho conhecimento sobre organizações e associações ateístas, sendo que eu tenho um pouco mais de informação sobre a existência desses grupos nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra (Por exemplo: Atheist Alliance International, Canadian Secular Alliance, Richard Dawkins Foundation for Reason and Science), sem contar o caso brasileiro (Exemplos: Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Associação Ateísta do Planalto Central). Cabe ressaltar que muitas dessas associações foram criadas entre o final do século XX e início do século XXI, acompanhando o crescimento da população que se declara ateia nesses países, conforme os dados divulgados por alguns institutos de pesquisa.

Eu vejo de maneira positiva a existência de organizações ateístas que buscam desenvolver uma atuação política na defesa do direito dos ateus e na defesa do Estado laico, ainda mais no Brasil, um país onde essa população carece de representatividade nas instituições públicas, como Câmara de Vereadores, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional, por exemplo. É salutar para um ambiente democrático que os diversos grupos da sociedade possam se organizar em prol das demandas de seu público. Vou finalizar minha resposta citando o caso da bancada evangélica: não vejo como um problema o fato de os evangélicos buscarem uma representatividade política com o intuito de criar políticas públicas para seu grupo. Contudo, quando a bancada evangélica atua no sentido de criar leis e políticas públicas para o conjunto da sociedade com base em sua crença religiosa, se justifica o combate feito a elas por associações ateístas, pois nesse segundo caso é a laicidade do Estado que fica ameaçada, algo consagrado pela Constituição de 1988.

Ateu Poeta: 3-Você acha que o preconceito contra os ateus poderá diminuir muito se algum dia a disciplina História do Ateísmo for implantada também em todos os demais Estados do Brasil? 

Ricardo Oliveira: Não sei se o preconceito contra os ateus irá diminuir muito com a implantação da disciplina em outras regiões do Brasil, mas torço para que ao menos minimize isso. Uma das formas de combater a discriminação existente na sociedade é por meio do acesso à informação, que ajuda a desconstruir visões estereotipadas e preconceituosas, como a propalada ideia que os ateus são pessoas sem um senso de moralidade. Entretanto, uma ação mais efetiva no combate ao preconceito contra os ateus passa pela criação de políticas públicas por parte das instituições do Estado. O que no momento ainda é difícil de ser realizado em virtude da pressão contra isso de alguns grupos religiosos. O que torna ainda mais necessário a ação política das associações ateístas.

Ateu Poeta: 4- Fale um pouco dos seus livros, os já publicados e os que pretende publicar. 

Ricardo Oliveira: Os livros que eu publiquei até agora refletem minha especialização profissional. A minha pesquisa no Mestrado e Doutorado foram sobre os intelectuais brasileiros que atuaram no espaço público entre os anos 1950 e 1960, como Caio Prado Júnior, Celso Furtado e Alberto Passos Guimarães. Em 2017 eu publiquei o livro História das ideias: a construção da identidade, uma coletânea de estudos de cunho mais teórico sobre o domínio historiográfico da história das ideias. Em 2018 eu publiquei o livro Marxismo e Escrita da História: os intelectuais e a questão agrária no Brasil (1950/1960).

Ao lado do historiador Fabrício Antonio Antunes Soares eu publiquei entre 2016 e 2018, na condição de organizador, a trilogia Diálogos: estudos sobre teoria da história e historiografia, que versa sobre meu interesse pela área da teoria da história. Nessa mesma linha de pesquisa publiquei em 2019, também como organizador ao lado de Fabrício Antonio Antunes Soares, o livro História e Literatura: abordagens interdisciplinares.

A partir de meados de 2018 eu comecei a desenvolver as pesquisas sobre a história do ateísmo, as quais resultaram na criação de uma disciplina acadêmica e na elaboração de um projeto de pesquisa sobre a história do ateísmo no Brasil no âmbito da UFMS. O primeiro resultado de maior fôlego sobre isso vai se materializar nesse ano de 2020, com a publicação do livro O ateísmo no Brasil: os sentidos da descrença nos séculos XX e XXI.

Ateu Poeta: 5-Fale um pouco do seu canal do YouTube. Como está sendo a experiência de postar vídeos sobre a História do Ateísmo e como está sendo o feedback? 

Ricardo Oliveira:  A ideia de um canal no YouTube para divulgar conteúdo sobre história do ateísmo remonta a segunda metade do ano de 2018, quando começou a ser divulgado nas redes sociais a notícia da criação da disciplina História do Ateísmo. Naquele momento algumas pessoas entraram em contato comigo indagando se o conteúdo da disciplina não seria disponibilizado na internet, uma vez que para muitas delas seria difícil assistir presencialmente as aulas. Contudo, questões profissionais e pessoais me impediram de concretizar essa ação naquele momento. Foi apenas no final de 2019, com a ajuda de dois alunos, William Gomes e Jeferson Souza, que o projeto saiu do papel. Esses alunos me deram o suporte técnico para gravar, assim como trabalham no processo de edição dos vídeos.

O feedback está sendo muito positivo. As pessoas parabenizam pela iniciativa e me estimulam a continuar com esse trabalho. Penso que um dos aspectos mais bacanas da série no YouTube é democratizar o acesso a informação, tornando o conteúdo da disciplina História do Ateísmo acessível para pessoas que se encontram em várias partes do país.

Ateu Poeta: 6-Deixe seu recado para novos ateus e agnósticos que já foram religiosos. O que você acha que deve ajudar com a crise existencial que os primeiros momentos de dúvida até o momento de virar ateu que a maioria dos ateus sente. 

Ricardo Oliveira:  Essa não é uma questão fácil de responder. No Brasil, a gigantesca maioria das pessoas nasce em um lar religioso e, mesmo que em muitas famílias não exista uma prática efetiva de ir a cultos e missas, a religião é um poderoso elemento de identidade e cimento social. Nessa circunstância, romper com a religião e se tornar ateu ou agnóstico é um processo muitas vezes traumático e determinado por fatores particulares. Para as pessoas que vivenciam esse processo no interior de uma crise existencial, acredito que um dos caminhos é buscar informação, conhecer mais sobre o que motiva a crise existencial e também conversar com pessoas que passaram por essa situação. Hoje em dia, com a internet, as possibilidades de interação e de acesso ao conhecimento são maiores. Ainda assim, as pessoas que rompem com a religião e se tornam ateias e agnósticas devem estar preparadas para censuras e discriminações que poderão sofrer, muitas delas iniciadas no seio familiar, pela dificuldade de aceitação do ateísmo.

Ateu Poeta: 7-Você acha que ainda é importante os ateus darem seu depoimento sobre como viraram ateus ou que agora é o momento apenas de se aprofundar nos estudos, o chamado ateísmo teórico, ou uma coisa não exclui a outra? 

Ricardo Oliveira:  Eu penso que uma coisa não exclui a outra. Vejo como importante pessoas falarem sobre como se tornaram ateias, até mesmo para fornecer subsídios para outras pessoas que possuem dúvidas sobre o assunto refletirem sobre o que é ser ateu e ateia. Vejo isso ocorrer em muitos grupos no Facebook. Por outro lado, o estudo do ateísmo teórico ajuda a aprofundar o entendimento sobre a própria existência desse grupo na sociedade. Um estudo que, diga-se de passagem, ainda é muito incipiente na universidade brasileira.

Ateu Poeta: 8-Qual o principal autor ou quais os principais autores que você indica sobre a questão ateísta?

Ricardo Oliveira:  Eu recomendaria alguns dos autores que usei em sala de aula. Para o conhecimento de uma abordagem mais ampla sobre o ateísmo eu mencionaria os livros de Julian Baggini (Ateísmo: uma breve introdução), de George Minois (História do Ateísmo) e o livro organizado por Michael Martin (Um mundo sem Deus. Ensaios sobre ateísmo). Já para quem quiser se aprofundar no assunto, eu indicaria os autores que desenvolveram reflexões sobre o assunto, como Ludwig Feuerbach, Karl Marx, Nietzsche, Sigmund Freud, Jean-Paul Sartre, Bertrand Russell, Sam Harris e Richard Dawkins.

Ateu Poeta
Mato Grosso do Sul-Ceará
06/01/2020
Entrevista via Facebook

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

A PRINCESINHA DA SERRA


Nesta terra tudo é paz
Tudo é serenidade
Aqui sussurram as matas
Também cantam as cascatas
Tudo é tranquilidade

Aqui se faz poesia
Quem se lembra
Quem se lembra
Da Professora Duquinha?

“ Pacoti! Pacoti!
Encontrei em tuas verdes colinas
Pacoti! Pacoti!
Em tuas fontes azuis, cristalinas
O feliz segredo
De te amar sem medo
Pacoti! Pacoti!
Que ventura, então, eu senti!

Inda bem criança
Eu tinha esperança
De crescer contigo
No teu seio amigo
Quantos sonhos infantis
E castelos juvenis!

Pacoti! Pacoti!
Tuas flores inspiram ternura
Pacoti! Pacoti!
Minha terra tão boa e tão pura!
Quanto eu já sofri
Bem longe de ti
Pacoti! Pacoti!
Que saudade infinita de ti!

Pacoti, não sei mais
Viver longe dos carinhos teus
Pacoti, por favor,
Dá-me, dá-me o teu solo por Deus!”

De sítio que era Pendência
Passou a Vila de Pacoti
Município e também o Rio
Que na linguagem tupi
É “voltado para o mar”
Também Rio das pacovas
Ou rio das bananeiras
Ou ainda entendido
Por Lagoa das cotias.

É a cidade-esperança
Dos paus d’arco e das boninas
A Princesinha da Serra
Onde o azul do céu se encontra
Com o verde das colinas
E onde a lua prateia
Da noite o escuro véu

No piano Ir. Teixeira
Ensinando a cantar:
_“Prateia a serra
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia
Prateia a serra
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia
O luar branco
De minha aldeia!

Em minha terra
Quando a Lua sobe a serra
A saudade se descerra
Dos confins do coração
A Natureza fica muda, fica presa
Elevada na beleza
Do luar do meu sertão

Prateia a serra...

Pela calada de uma noite enluarada
O magote da boiada
Fica olhando para o céu
Se o vá queiro vem subindo pelo outeiro
Vendo a Lua, sorrateiro,
Ergue a mão, tira o chapéu.

Prateia a serra...

Lá na campina
Quando a Lua se reclina
Geme a pomba, a sururina
Canta e geme o pecuá
Nas bananeiras cantam rolas cantadeiras
Lá no topo das palmeiras
Assobia o sabiá.

Prateia a serra...

Em minha aldeia
Quando brilha a Lua cheia
O maturo sapateia
No requebro do baião
E ao som do pinho
Da viola e cavaquinho
Tudo baila à luz do pinho
Do luar do meu sertão.

Prateia a serra....”

Pacoti dos tempos antigos
Lembra os engenhos
E os verdes canaviais
Que forneciam trabalho
Gerando grandes riquezas
Nos sítios pela destreza
Dos trabalhadores rurais.
Enriquecia o patrão
E trabalhava conformado
O humilde morador
Que obedecia, passivo,
Às ordens do seu senhor.

Terra dos velhos rodeiros
E floridos cafezais
Hoje é o Rei do chuchu
É a terra da banana
Linda cidade serrana
Berço dos nossos ancestrais.

A canção da Pastorinha
Ensinada por Duquinha
Valorizando a cultura
Abrilhantava os festivais:

“Subindo serras, desço ladeiras
Entre as estradas do cafezal
Colho as cerejas rubras, fagueiras
Do meu café, produção rural
Sou bem feliz na minha colheita
Porque o trabalho me dá vigor
E assim a vida corre perfeita
Entre o trabalho e um casto amor.

Minha avozinha que fica em casa
Reza por mim uma oração
No meu lutar me recordo dela
Minha avozinha do coração
Ela me ensina todas as noites
Que devo amar minha Mãe do Céu
E que a pureza de corpo e alma
Para uma jovem é o maior troféu”

Pacoti feito um jardim
De belezas naturais
Cultiva frutas, verduras
Zela seus mananciais
Produz riquezas diversas
E caminha, soberana
Desenvolvendo a Cultura
Resgatando seus valores
Artísticos e tradicionais.

Cidade dos meus sonhos
Cidade dos meus amores
Ainda te vi criança
Semeando esperança
Toda enfeitada de flores.

Berço da minha inocência
No tempo em que bem-te-quis
Do passado restam lembranças
Dos meus sonhos infantis.

Rosimar Brito

PACOTI DO MEU TEMPO


Terra virgem – índio ao longe
Terra boa - índio chegando
Terra da gente – índio ficando
Nossa terra – índio habitando
Boa terra – índio feliz
Linda serra – índio vivendo
Pacas na serra – índio caçando
Água cristalina – índio pescando
Água na serra – boa pra vida

Rio das cotias
Rio das pacovas
Ou das bananeiras
O rio é grande – bom pra nadar
Rio bonito – voltado pro mar

Mata verde – pássaros cantando
Mata virgem – animais brincando
Mata grande – índio festejando
Vida na mata – liberdade
Vida no rio – prosperidade
Serra verdadeira – legitimidade.

Terra linda! – estranho chegando
Terra boa! – estranho ficando
Terra hospitaleira – estranho morando
Minha terra – branco expulsando
Terra minha! – índio lutando
Terra do índio – branco explorando
Terra invadida – índio morrendo
Terra minha – mestiço formando
Terra nossa – escravo chegando

Filho da terra – índio fugiu
Dono da terra – índio morreu
Filho do índio desapareceu
Filho do branco e do negro nasceu
Dono da terra o mestiço ficou
Filho da terra a verdade ocultou
E o filho do filho a História esqueceu.

E a Terra, mãe adotiva, virou povoado
Produziu café, cana de açúcar
E outras culturas
Pelas mãos calejadas
Do trabalhador rural

Nasceu a violência
E fundaram, então,
Um Distrito Policial
No Sítio Pendência.
Construiu-se a Igreja
Vila
Município
Distrito
Cidade
Pacoti, será esta a tua história
Ou será outra a tua VERDADE?

Rosimar Brito

REVISÃO


Abra, outra vez,
As cortinas:
Marcas
Poesia
Momentos
Semente
Mosaico
Silêncio...
Em momentos especiais
O silêncio diz tudo.
Este momento é especial
ESCUTE
O
MEU
SILÊNCIO...

Rosimar Brito

ÚLTIMO ATO


Quando cair o pano
E o teatro me fechar
A última porta,
Não quero ouvir aplausos
Porque estarei
Encenando outra peça
Do outro lado do palco.
O espetáculo continua
Além da vida
Apesar da dor
E do desamor.

Rosimar Brito