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AROLDO FILHO

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

(O Meu Tom - Poema)

O Meu Tom

Pegando as sucatas das poesias criei essa
Larguei a moderação e o respeito
E com despeito, no bolso guardo minhas mãos.

Joguei meus restos nesse papel nada higiênico
Tudo para expor o que há do nada... Somado ao vazio que sinto.

Minha má trajetória não é um mito
É por vez uma solitária que se alimenta... Do pouco que me faz bem
Tornando meu tormento um pesadelo infinito
Um parasita que no meu corpo habita nesse momento nada zen

Da tristeza que há, mesmo que no fundo, em qualquer sentimento bom
Passado para o papel de um modo íntimo
Em letras pretas, tortas e falhas
Que almejam transparecer o meu tom.

André Anlub

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