
QUEM ME DERA
Quem me dera conhecer uma flor
No solo macio do amor
Onde pulsa a vida que não pára.
Quem me dera esquecer o pudor
Corrente em meu corpo, como sangue que cora.
Saciar-me em brasa com o puro frescor
No deserto quente do meu Saara.
Quem me dera adormecer a dor
No instante em que se chora.
Nesta boca molhada, parar com o suor
Dessa febre que não passa.
Pudera eu sarar com um novo sabor.
Beber de uma fonte sonífera.
Correr o risco de um tremor.
Quem me dera, Sara...